28/11/2019

Integração é o caminho em Nova Londrina

No município de Nova Londrina, a 140km de Maringá, o cooperado Antonio Carmo Pacífico é um exemplo do que a Cocamar, interessada no desenvolvimento regional, pretende para aquela região de solos arenosos, onde a pecuária extensiva e as culturas de cana de mandioca são dominantes na paisagem.

 

O Rally Cocamar de Produtividade esteve lá na terça-feira (26/11) para conhecer essa história, acompanhado pelo gerente da unidade local da cooperativa, Fábio Assis, e o engenheiro agrônomo Daniel Sousa Ribeiro.

 

RESISTIU - Pacífico, de 61 anos, extrai sua renda de uma atividade que vem chamando a atenção por ali: o sistema de integração em que o cultivo da soja reforma os pastos. Ele possui 150 alqueires (363 hectares) no total de três propriedades e conta que por gostar da pecuária – e ver futuro nela – é que resistiu firme ao assédio da usina e dos mandioqueiros, interessados em arrendar suas terras.

 

A SALVAÇÃO - “Eu vi na integração uma alternativa promissora, a salvação da terra arenosa”, diz o produtor, que por muito tempo dedicou-se apenas à pecuária. Segundo ele, ao perceber o declínio natural dos pastos, em razão do esgotamento do solo, partiu em busca de uma solução que acabou encontrando na Cocamar.

 

VALEU A PENA - Há alguns anos, orientado pela cooperativa, ele deu início à integração e, no seu entender, os resultados têm sido animadores. Graças à revitalização dos pastos, onde o capim braquiária se desenvolve bem após um ciclo de dois anos de solo cultivado com soja, ele já conseguiu aumentar a ocupação que era de 3 a 4 cabeças por alqueire para a média de 7.

 

PASTO SOBRANDO - “Hoje eu tenho mais gado em menos área”, comenta o produtor, satisfeito, explicando que no inverno, por causa da braquiária, ele possui pasto de qualidade que possibilita ao rebanho ganhar peso ao longo de pelo menos quatro meses, enquanto na região, nesse mesmo período, o comum é as pastagens minguarem e o gado passar fome. “Eu tenho pasto à vontade numa época que poucos têm”, observa.

 

MAIS BARATO - Pacífico afirma ainda que devido à boa pastagem usa menos suplementação, o que acaba ficando mais barato, lembrando que, pelo mesmo motivo, consegue terminar mais cedo o ciclo dos animais.

 

OLHOS ATENTOS - O produtor foi um dos primeiros a investir na integração e, por isso, está despertando a curiosidade da vizinhança.  

 

SEGUE NORMAL - Quanto a soja, além de recuperar o solo, a cultura diversifica as fontes de renda, oferecendo mais segurança ao produtor. Na safra 2017/18, a média foi de 138 sacas por alqueire (57/hectare), assegurando boa rentabilidade. A falta de chuvas comprometeu a lavoura na temporada seguinte (2018/19), quando o produtor colheu 63 sacas por alqueire (26/hectare), o que ainda deu para pagar as contas. Neste ano, a lavoura se desenvolve dentro da normalidade, avalia o engenheiro agrônomo da cooperativa.   

 

PÉS NO CHÃO - Para diluir os riscos, o produtor costuma travar os custos de produção, comercializando uma parte da safra futura, e faz seguro de toda a lavoura, Dos maquinários que necessita para lidar com a oleaginosa, ele só não possui a colheitadeira e contrata o serviço junto a terceiros.

 

Sobre o Rally

 

O Rally Cocamar de Produtividade tem a finalidade de valorizar as boas práticas agrícolas. Patrocinam a realização: Basf, Spraytec, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Sancor Seguros, Texaco Lubrificantes, Cocamar TRR, Elanco e Altofós Suplemento Mineral Cocamar, com o apoio do Cesb, Unicampo e Aprosoja/PR.



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