11/10/2018

Conheça a história de Irinéia Regina Silva

Outubro é conhecido como o mês de conscientização sobre o câncer de mama, incentivando a busca por informações sobre a doença, formas de diagnóstico e tratamento. O movimento teve início nos Estados Unidos em 1990 e hoje faz parte de uma campanha mundial conhecida por Outubro Rosa.
 
A Cocamar apoia esta causa e, neste período, uma série de publicações sobre o câncer de mama serão divulgadas aqui na Intranet. Para dar início, convidamos a colaboradora Irinéia Regina Santos Silva, Supervisora Administrativa da Unidade Maringá, para compartilhar sua história de como venceu o câncer:
 
"Meu nome é Irinéia, sou casada, tenho dois filhos e estou na Cocamar há 24 anos. Em 2015, durante um autoexame, percebi um nódulo em uma das mamas. Procurei ajuda médica e Deus foi tão maravilhoso que colocou em meu caminho profissionais muito bons: com apenas 20 dias após receber a notícia de que havia células alteradas em meu exame, o tratamento foi iniciado. Eu poderia mencionar aqui todos os momentos difíceis que passei, desde o diagnóstico à quantidade de exames, sessões de quimioterapia e com elas a perda dos cabelos, do paladar e da autoestima. De como foi ver a dor dos meus pais, meu marido e até dos meus filhos, apesar de tão pequenos. Poderia mencionar a sensação de mutilação após a mastectomia radical bilateral e as sessões de radioterapia. Porém, prefiro me lembrar de tudo que aprendi com o câncer. Aprendi que as vezes é preciso desacelerar e focar naquilo que temos de mais precioso: a vida, a saúde, a família e os amigos. Foi por eles que encontrei uma força que jamais achei que tivesse. Descobri que Deus não escolhe os seus soldados, mas Ele capacita os escolhidos e, se eu havia sido escolhida, iria passar por tudo da melhor forma possível. Encarei todos os momentos difíceis como necessários, como o caminho para a cura. Sem traumas, sem choro, sem lamentações, sem questionar a Deus "por que eu?". Iria enfrentar tudo agradecendo por ter sido comigo e não com os meus filhos, agradecendo a família e amigos que me acompanharam, que rezaram e torceram por mim. Agradecendo pelo trabalho que me amparou durantes os dez meses em que estive afastada, pelo plano de saúde que fez toda a diferença no tratamento e faz ainda hoje, pois a realidade de quem não tem é muito diferente da nossa. Hoje estou curada e o tratamento continua com medicação por mais alguns anos, sendo o monitoramento periódico. O medo da recidiva está sempre presente, mas também a esperança de que a tempestade não vai voltar".
 

A história de Irinéia nos chama a atenção para algo muito importante: o autoexame.

 

O autoexame é uma forma de autoconhecimento do corpo e auxilia na identificação de tumores. A recomendação é que se faça uma vez por mês, preferível logo após a menstruação, ou no caso das mulheres que não menstruam mais, em uma data fixa. Ao perceber qualquer deformação ou alteração no formato das mamas, abaulamentos ou retrações, caroços nas mamas ou axilas, procure um médico para providenciar um diagnóstico completo e mamografia. Quanto mais cedo for identificado, maiores são as chances de vencer o câncer de mama.



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