19/06/2017

Cocamar divulga ILPF em Sta Cruz do Monte Castelo

Uma apresentação a produtores e lideranças sobre o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), será organizada pela Cocamar na noite de terça-feira (20), a partir das 18h30, em Santa Cruz do Monte Castelo, cidade do extremo noroeste paranaense.

 

PALESTRAS - A proposta é divulgar a oportunidade da ILPF para a reforma de pastos degradados. O evento, na Chácara Pitangueiras, será dividido em duas palestras, uma com o engenheiro agrônomo Renato Wanatabe, coordenador técnico de ILPF da cooperativa; e, outra, trazendo orientações jurídicas sobre arrendamento e parcerias entre pecuarista e agricultor, a cargo do advogado Lutero Paiva Pereira, do escritório Lutero Pereira & Bornelli, de Maringá.

 

POTENCIAL - De acordo com a área técnica da Cocamar, já existem cerca de 60 mil hectares mantidos com sistemas integrados na região da cooperativa. No entanto, só no noroeste paranaense, haveria mais de 1,5 milhão de hectares de pastos degradados, ou seja, que apresentam potencial para a adoção de modernos projetos integrados.

 

REFORMA - O modelo que se preconiza comumente de integração é a reforma dos pastos com o plantio de soja no verão, sem revolvimento da camada superficial, efetuando-se apenas a dessecação química da vegetação existente e os investimentos para o cultivo da oleaginosa. De acordo com Watanabe, a produção de soja é a primeira etapa de um ciclo que terá, após a colheita da mesma, o plantio de capim braquiária. Esse capim tem duas finalidades: servir de pasto para o gado no inverno e, com sua palha, proteger o solo na safra de verão seguinte.

 

ESGOTAMENTO - Watanabe explica que a maior parte dos pastos está esgotada e não compensa economicamente ao pecuarista

fazer a adubação periódica. Se o proprietário não quiser, ele próprio, implementar a integração, pode fazer o arrendamento temporário das terras ou estabelecer outras formas de parceria com produtores de soja.

  

BENEFÍCIOS - Ao melhorar o solo, a integração aumenta a lotação dos pastos e a produtividade da pecuária, que hoje é de 3 ou 4 arrobas por hectare/ano, em média, para até 30 arrobas/hectare/ano. A função da soja é reestruturar física e quimicamente o solo, possibilitando ao proprietário uma nova fonte de renda. Para completar, o sistema prevê o plantio de eucaliptos em espaços intercalares, nos pastos, assegurando conforto térmico aos animais e uma fonte adicional de renda, com a produção de madeira. 



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