23/11/2021

A soja faz bonito nos campos de Douradina (PR)

Já são mais de 3 mil hectares cultivados com soja em Douradina, a 60km de Umuarama, no noroeste do Paraná, onde o solo é de consistência arenosa.

Até pouco tempo, a economia do município era formada principalmente pela pecuária, cana-de-açúcar, mandioca e outras pequenas culturas, mas os preços atraentes impulsionaram a expansão da oleaginosa e, para quem ainda tinha dúvida, os resultados estão sendo mais que convincentes. O Rally Cocamar de Produtividade foi até lá para conferir.

 

Conduzida com tecnologia adequada e orientação técnica prestada pela Cocamar, a cultura segue de vento em popa, com tudo para continuar crescendo.

 

Conforme explica o técnico agrícola Gabriel Teixeira, da unidade local da cooperativa, de 2019 para cá houve um forte incremento, principalmente por parte de produtores que aproveitaram áreas onde exploravam pecuária e até mesmo o cultivo de mandioca para investirem na soja. A média de produtividade, segundo ele, tem ficado ao redor de 130 sacas por alqueire (54/hectare), mas produtores já conseguiram, em lavouras de primeiro ano, até 160 sacas por alqueire (72/hectare), fazendo todos os tratos culturais, entrando na lavoura no momento correto para os tratos fitossanitários.

 

Tem se observado a chegada de produtores de outras regiões do estado, em especial do norte e do oeste. O problema, segundo Teixeira, é que alguns deles, na ânsia de conseguirem terras em arrendamento, oferecem uma remuneração que será difícil de honrar, como 40 sacas por alqueire (16,5/hectare), o que é fora da realidade para o mercado regional. “A soja, ainda nos primeiros anos, tem um custo elevado, o que exige cautela e pés no chão, pois não há milagre”, adverte, informando que um pacote de alta tecnologia apresenta um custo de produção de 100 a 110 sacas por alqueire.

“Os produtores têm a oportunidade de expandir, mas é importante que a expansão ocorra de forma sustentável, para que não haja uma frustração”, observa. Teixeira cita também que a cooperativa está preparada para orientar no sentido de que a parceria arrendatário-proprietário seja bem planejada e ocorra da melhor forma possível. “Todos têm a ganhar com o sucesso da soja na região”, comenta.

 

Nivaldo Francisco Alves, gerente de uma fazenda pertencente a Adolmar Zadinello, que foi uma das primeiras a plantar soja no município, em áreas próprias, conta que a cada ano as lavouras vêm sendo ampliadas, demonstrando o quanto a soja é promissora ali. São 200 alqueires atualmente (484 hectares).“Temos conseguido a média de 130 a 140 sacas, por alqueire. Também plantamos milho e têm saído bem”, conta Nivaldo.

 

Segundo o técnico Gabriel, o milho, por questão de ambiente, é um pouco desfavorecido, mas o emprego de técnicas adequadas, seleção de bons materiais, orientação técnica especializada e o tempo ajudando, tornam a cultura, igualmente, um bom negócio. Há muita soja plantada, também, em banhados, que permanecem úmidos por algum tempo e depois drenados, para facilitar as operações.

O gerente Frank Vieira de Araújo, que responde pelas unidades de Douradina e da vizinha Tapira, cita que o avanço da soja tem dinamizado ainda mais as unidades, já respondendo por 50% do movimento na primeira cidade e por 50% do faturamento na segunda. “Com seu ciclo rápido, a soja é uma cultura que traz mais recursos para as regiões, gerando benefícios em todos os sentidos”, pontua.  

Sobre o Rally

 

O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo.

 



Maringá - PR 04/12/2021 Min. 18 ºC Max. 34 ºC
Predomínio de sol
Maringá - PR 05/12/2021 Min. 17 ºC Max. 34 ºC
Predomínio de sol