07/11/2019

A Cocamar no 2º Encontro sobre ILPF em P.Prudente

O 2º Encontro Sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) realizado na noite de segunda-feira (4/11) em Presidente Prudente (SP), contou com 250 participantes, incluindo dirigentes, técnicos, colaboradores e produtores associados da Cocamar. O presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Luiz Lourenço, um dos principais incentivadores da ILPF no país, estava entre as lideranças especialmente convidadas pela Sementes Soesp, organizadora do evento.  

 

OPORTUNIDADE - Nas palestras proferidas pelo gerente executivo técnico, Renato Watanabe, e o cooperado Igor Uehara, de Cianorte (PR), ambos da Cocamar, foi dada ênfase ao declínio da pecuária tradicional e a oportunidade que surge para uma guinada na atividade, com a integração. “Quando o pecuarista tradicional mantém o foco no extrativismo, sem devolver nada ao solo, a produção vai diminuindo gradativamente”, explicou Watanabe, enfatizando que a tendência é o empobrecimento. A visão é a mesma de Uehara que, na propriedade da família, procurava meios de baratear a produção da arroba da carne – “a conta não fechava” - e fazer com que a pecuária se tornasse viável outra vez.

 

RETORNO - Watanabe apresentou vários exemplos de produtores que fazem ILPF no Paraná, ressaltando a importância de que eles sigam orientação técnica especializada. Entre os pioneiros da integração em solos arenosos, a performance de César Formighieri, dono de propriedade em Maria Helena, região de Maringá, revela o quanto é possível obter de retorno mesmo em períodos de clima adverso. Sua média, nos últimos anos, de 50,7 sacas por hectare, é comparável a de Maringá, enquanto a produção pecuária alcança, igualmente, alta produtividade. No entanto, segundo o gerente executivo técnico da cooperativa, a integração exige recursos físicos, financeiros, administrativos, tecnológicos e humanos. “Vale a pena”, disse: “pecuária com alta produtividade dá mais lucro que a soja e valoriza a propriedade”.

 

SATISFEITO - Uehara comentou que em seu primeiro ano fazendo integração, em 2018, depois de muito pesquisar, realizar visitas e convencer o pai, não conseguiu o retorno financeiro esperado, em razão de estiagens nas safras de verão e inverno. Contudo, ele elevou os níveis de ocupação dos pastos e, na soja, teve uma média de 42 sacas por hectare, ao passo que a vizinhança não foi além de 33 sacas/hectare. “Mesmo assim, eu fiquei satisfeito com os primeiros resultados e sei que esse é o caminho.”

 

PREPARO - Falando aos participantes, o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, disse que a cooperativa está preparada para prestar atendimento especializado e de qualidade aos produtores que queiram conhecer e dar os primeiros passos na integração.

 

O CAMINHO - Para o diretor da Sementes Soesp, Itamar Alves Oliveira Júnior, o agronegócio, que tem feito a diferença na economia brasileira, representa uma oportunidade para o desenvolvimento da região de Presidente Prudente, com os projetos integrados. “Acompanhamos várias propriedades de referência, há anos, e não temos dúvida de que esse é o caminho”, salientou.



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