A safra de soja do ciclo 2025/26 apresenta situações diferentes nas regiões atendidas pela Cocamar.
Se por um lado ainda houve semeadura em dezembro, caso de Água Boa (MT) onde os trabalhos atrasaram em função do clima irregular, de outro a colheita já começou em Iporã (PR).
Segundo avaliação do Departamento Técnico da Cocamar, a previsão – se as chuvas mantiverem sua regularidade - é que a safra termine bem melhor de quando começou.
Em síntese, na fase inicial, foram registradas adversidades como falta de umidade em alguns municípios, o que protelou a semeadura, precipitações em excesso logo depois e danos severos causados por granizo que exigiram a ressemeadura, além de uma importante incidência de morte de plantas devido a ocorrência de fungo do solo. Por fim, baixas temperaturas praticamente até o mês de dezembro ocasionaram o atraso do ciclo.
Com a normalização do clima onde havia problemas e a regularidade das chuvas nas demais regiões da cooperativa, as lavouras mais tardias exibem desenvolvimento satisfatório, enquanto as que passaram por adversidades climáticas demonstram capacidade de recuperação e a expectativa é de médias de produtividade superiores às alcançadas na temporada anterior.
A maior parte das lavouras se encontra em fase de maturação e as chuvas ainda são necessárias para consolidar a produção esperada, em especial em regiões de solos arenosos.
Mercado
Como faz todos os meses, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou no dia 12 de janeiro o relatório de oferta e demanda dos principais produtos agrícolas, que serve de balizamento para o mercado internacional.
Para a soja, o cenário não se apresenta tão positivo sob o ponto de vista dos preços, em especial devido a algumas alterações promovidas em relação ao relatório divulgado em dezembro.
Segundo a área comercial da Cocamar, que está em linha com avaliação feita pelo mercado como um todo, há dois pontos sensíveis que pressionam os preços em Chicago.
O primeiro deles é o aumento dos estoques dos Estados Unidos, país que devido ao conflito comercial com a China, exportou menos para esse destino em 2025.
O outro dado é o bom desenvolvimento da safra 2025/26 no Brasil, principal produtor mundial, onde, inclusive, foi registrado um aumento de área cultivada de 1,7 milhão de hectares no comparativo com o ciclo anterior. Por isso, o relatório de janeiro acrescentou 3 milhões de toneladas na oferta brasileira de soja, ante os números divulgados em dezembro.
A explicação para esse último ajuste é que em dezembro a safra do Brasil ainda estava sendo semeada, permitindo a partir de agora um acompanhamento melhor do seu desenvolvimento, lembrando que em algumas regiões a colheita já começou. Então, com a safra brasileira em diversos estágios, ainda tem muita coisa para acontecer, mas de forma geral a produção segue em boas condições, favorecida pelo clima, indicando para uma safra próxima da normalidade.
Outro fator que justifica o aumento da safra é a recuperação da produção dentro da normalidade no Rio Grande do Sul e na Argentina, onde as lavouras sofreram com problemas climáticos na temporada anterior (2024/25).
“Em resumo, como fatores determinantes, o relatório de janeiro apontou para um aumento da produção de soja no Brasil e de elevados estoques nos Estados Unidos e, consequentemente, no mundo. O consumo não vem crescendo na mesma velocidade da produção”, destaca a área comercial da Cocamar.
A orientação ao produtor é ficar atento ao que acontecerá de agora em diante para saber se a safra brasileira vai confirmar as produtividades estimadas no relatório.
Deixar a Safra em segurança
A Cocamar ressalta a importância de os produtores fortalecerem os seus negócios com a cooperativa, onde as safras passam por uma classificação justa, ficam depositadas com absoluta segurança e a comercialização é feita mediante pagamento à vista, refletindo a realidade das cotações internacionais, além de uma série de outros benefícios que somente a prática cooperativista é capaz de oferecer.
Autor: Imprensa Cocamar