Eucalipto: corte mecanizado chega a Cianorte por meio de cooperativa
28 de Março de 2013
Desde o início deste ano a Cocamar inovou e trouxe para Cianorte o corte mecanizado de eucalipto. O maquinário faz o trabalho equivalente ao de 80 homens e supre a falta de trabalhadores no setor. O coordenador de pecuária da cooperativa, Joel Murakami, explica que até o final do ano passado a poda dos eucaliptos era feita manualmente, o que exigia muito tempo e encarecia a mão de obra. O novo método, além de oferecer maior segurança por não apresentar risco de acidentes, há a economia e a possibilidade de executar o serviço mesmo em épocas de chuvas.

“Com o equipamento é possível realizar o corte de três mil árvores em oito horas de serviço. E o aproveitamento da biomassa é de 100%, enquanto no corte manual a gente registrava uma perca de 15% a 18%”, destaca Murakami.

O maquinário que está realizando o serviço é da empresa Vale do Tibagi, uma das pioneiras no corte mecanizado. O prestador de serviços do Vale, Edison Bolzani, lembra que este trabalho é realizado desde 1994. “Mas antes eram maquinários bem mais simples, menos sofisticados. Agora está muito mais ágil e acessível aos produtores”.
Para Cianorte a máquina utilizada corta a árvore como se fosse uma tesoura. “Registramos o abate de seis a oito árvores por minuto. Para se ter uma idéia, neste sistema conseguimos limpar mais de 18 alqueires em 20 dias, enquanto no corte tradicional a operação demoraria pelo menos 90 dias”, ressalta Murakami.

Além do aproveitamento, há outro diferencial importante. Como o corte é rente ao chão não ficam tocos de árvores para trás, facilitando o plantio de novas mudas. “Essa que está aqui em Cianorte é do tipo tesoura, mas temos outra mais moderna que atua na região de Maringá. É um disco na base da máquina que vai cerrando o eucalipto muito rente a superfície e essa maquina consegue ainda ter um desempenho maior de produção”, disse o coordenador de pecuária.

A Cocamar possui uma propriedade de 147 alqueires em Cianorte, onde faz o cultivo de eucaliptos para consumo próprio e também para a produção de madeira tratada, usada principalmente em construções e cercas. Além da facilidade no corte, outros maquinários fazem o processo de juntar essas madeiras e triturar. “Depois de seco, a madeira passa por um processo de trituração, onde vira o que chamamos de cavaco, que é utilizado, juntamente com o bagaço da cana-de-açúcar, para abastecer as caldeiras do Parque Industrial da Cocamar em Maringá. Hoje geramos 100% da nossa energia consumida”, enfatiza Murakami.

(Fonte: Tribuna de Cianorte)
 
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