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PARANÁ COOPERATIVO - 23/07/2008

ENCONTRO DE NÚCLEOS: Cooperativas da região norte e noroeste se reúnem em Ubiratã 

Depois das cooperativas do Sudoeste, que se reuniram ontem na Coopertradição, em Pato Branco, chegou a vez das cooperativas do Norte e Noroeste se reunirem para analisar e planejar o cooperativismo paranaense. Foi aberto na manhã desta quarta-feira (23.07), o Encontro de Núcleos da região Norte/Noroeste, que teve como cooperativa anfitriã a Coagru, de Ubiratã. Participaram da abertura o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, o superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, o palestrante Antoninho Caron, o presidente da Coagru, Áureo Zamprônio, que também é coordenador no Núcleo Noroeste, e o presidente da Cofercatu e coordenador do Núcleo Norte, José Otaviano Ribeiro, ambos diretores da Ocepar.
Presença feminina - O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, destacou a participação de mulheres no encontro de núcleos desta quarta-feira. Estiveram presentes 15 mulheres, de um total de 100 participantes que representaram 17 cooperativas de diversos ramos. "Cada vez mais as mulheres estão participando da vida de suas cooperativas e elas são importantes pelo seu dinamismo e determinação em fazer as coisas acontecerem, por isso devemos incentivar a participação delas no sistema cooperativista", salientou.
Preocupações - O presidente também comentou sobre a preocupação com o fantasma da volta inflacionária ao país e sobre o peso da carga tributária que preocupa as cooperativas. "Precisamos nos preparar para qualquer mudança na economia, nos prepararmos para tempos difíceis. Esta preparação passa pela informação de como o mundo está se comportando e, por isso, trouxemos para essas reuniões de núcleos um especialista, o professor Antoninho Caron, para falar a todos sobre a conjuntura econômica mundial e no Brasil".
Intercooperação - A intercooperação foi outro assunto abordado por Koslovski. "Hoje existem mais de 200 processos de intercooperação no Paraná e precisamos ampliar ainda mais esse número. O sucesso de iniciativas isoladas de algumas cooperativas poderão ajudar a desenvolver outras cooperativas e nada melhor do que a integração, a intercooperação para que isso se concretize. Sabemos dos problemas gerados com a horizontalização que vem acontecendo no setor. Mas precisamos aproveitar este bom momento vivido no setor para que, de forma unida e integrada, possamos crescer ainda mais para poder competir com outros setores. Hoje, neste encontro aqui em Ubiratã é uma oportunidade para também discutirmos questões como estas", falou. De acordo com o cooperativista, a ocasião também é uma oportunidade para discutir sobre as novas ações de marketing, e também para apresentar uma pesquisa de opinião que foi realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) a pedido da Ocepar para saber "o que os paranaenses conhecem do cooperativismo".
Mudanças - Durante o encontro, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, apresentou a nova sistemática de funcionamento dos trabalhos que serão desenvolvidos pelo sistema. Ricken falou da integração que está sendo promovida entres os profissionais das três gerências: Desenvolvimento Humano, Desenvolvimento e Autogestão e Técnica e Econômica. "Nosso objetivo é centralizar o atendimento às cooperativas paranaenses, fazendo com que as equipes de técnicos visitem de forma conjunta as cooperativas, para isso, cada gerência colocará um profissional para atuar em cada uma das regiões do estado", frisou. Como aconteceu em Pato Branco, na terça-feira (22/08), Ricken apresentou a equipe de profissionais que atuará também nas regiões Norte e Noroeste: Devair Mem, Jessé de Aquino, Fernando Mendes, Leandro Macioski e Gustavo Sbrissia, coordenados pelos gerentes, Leonardo Boesche, da gerência de Desenvolvimento Humano, Gerson Lauermann, da gerência de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop Paraná e Flávio Turra, da gerência Técnica e Econômica da Ocepar. Na região Oeste os profissionais que ficarão responsáveis por este atendimento às cooperativas são: Marcelo Bonsenhor Martins, Vera Regina de Paula, João Gogola Neto, Josias Ferreira Alves e Robson Mafioletti.
Pesquisa de opinião - Ainda na parte da manhã, o coordenador da Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, apresentou os resultados da pesquisa de opinião encomendada pela Ocepar para avaliar a percepção da população paranaense em relação ao cooperativismo, e também as estratégias para a campanha de marketing institucional para o ano de 2008. Na parte da tarde, os dirigentes das cooperativas presentes no Encontro de Núcleos em Ubiratã se reuniram com o presidente João Paulo Koslovski para tratar de assuntos específicos, enquanto outro grupo de agentes de desenvolvimento humano e desenvolvimento e autogestão, se reuniu com a finalidade de alinhar os trabalhos que serão realizados nas cooperativas das regiões Norte e Noroeste, e que terão à frente os gerentes Leonardo Boesche e Gerson Lauermann.

FÓRUM: Jornalistas e comunicadores terão evento em Curitiba 

O Sistema Ocepar/Sescoop-PR promove nos dias 07 e 08 de agosto, em Curitiba, o Fórum dos Jornalistas e Comunicadores das Cooperativas Paranaenses. O encontro visa o aperfeiçoamento pessoal dos profissionais de comunicação das cooperativas, além da integração entre os profissionais e debate de questões de interesse profissional.
Programação - Na quinta-feira (07.08), será realizado o workshop Qualidade de Vida e Equilíbrio na Vida Moderna. Os trabalhos serão conduzidos pelo consultor Maurino Veiga, que no período da manhã fará as seguintes abordagens: a importância do equilíbrio na vida moderna; a administração de conflitos e emoções em situações de pressão; e felicidade, o caminho para prosperidade. No período da tarde, os temas abordados pelo consultor serão: a importância dos desafios no dia-a-dia; a importância de celebrar; pró-atividade e iniciativa: ferramentas para o sucesso; autoconhecimento como ferramenta para administrar o stress e a ansiedade.
Prêmio de Jornalismo - Na sexta-feira, o dia será dedicado ao debate de temas de interesse dos profissionais. Também serão apresentados os resultados da Pesquisa de Opinião sobre o Cooperativismo, realizada pelo Sistema Ocepar, e a Campanha de Marketing Institucional 2008. Durante o almoço de encerramento, o destaque será o lançamento do V Prêmio Ocepar de Jornalismo.
Inscrição - As inscrições para o Fórum devem ser efetuadas pelo Agente de Desenvolvimento Humano da Cooperativa por meio do site www.ocepar.org.br. Caso a cooperativa não tenha um agente, é preciso entrar em contato com o Sescoop-PR (rodolfo@ocepar.org.br). É necessário também confirmar a inscrição com Cleide de Paula, pelo telefone (41) 3200-1151 ou e-mail cleide@ocepar.org.br, com cópia para imprensa@ocepar.org.br

FRIMESA: Queijo Parmesão Frimesa é escolhido o Melhor Parmesão do Brasil 

Tradicionalmente, durante o Congresso Nacional de Laticínios acontece o Concurso Nacional de Produtos Lácteos no qual premia os melhores produtos derivados de lácteos em nove categorias. Os requisitos avaliados pelos juizes são consistência, sabor, aroma e textura. Neste ano 130 produtos, de 80 laticínios de todo o Brasil, participaram da competição. A Frimesa, que pela primeira vez participou do evento, saiu vencedora com o queijo Parmesão Peça. Agora, o queijo Parmesão Frimesa pode levar o selo de Melhor Parmesão do Brasil em certificação desenvolvida pela EPAMIG - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais. A premiação foi entregue no dia 17 de julho na cidade de Juiz de Fora no estado de Minas Gerais. (Imprensa Frimesa)

COCAMAR: Cooperado colhe milho e deixa o solo coberto de braquiária 

Para grande parte dos produtores tradicionais de milho, a cena é intrigante. A lavoura, pronta para ser colhida, se desenvolveu em meio a tufos de capim. Depois que a máquina passa, vai ficando para trás um grande campo verde. A matéria é um dos destaques do Jornal do Serviço Cocamar de julho. Esse capim, que poderia ser um problema para o milho, está, na verdade, trabalhando para o produtor. Por gerar bastante massa verde, sua função é simples: cobrir e proteger o solo.
Tecnologia - Como isso é feito? Apenas seguindo as leis da própria natureza, que também trabalha a favor do agricultor. Quem esclarece é Luiz Carlos Frigo, 42 anos, dono de 250 hectares no município de Japurá, região de Cianorte, no Noroeste paranaense. Ele não inventou nada: apenas colocou em prática uma tecnologia que vem sendo difundida pela Cocamar. Segundo Frigo, que é técnico agrícola, o milho da safrinha é semeado, em linhas intercalares, junto com sementes de braquiária, sendo que a planta do cereal sai antes e se desenvolve mais rápido que o capim, abafando-o.

De olho na safra - Quando o milho é colhido, a braquiária encontra todas as condições para desenvolver-se livremente e, pouco tempo mais tarde, seu tamanho ultrapassa a cintura de um homem mediano. Todo esse volume de vegetação garantiria alimento de sobra para engordar uma boiada, mas Frigo, que não é pecuarista, está de olho é na safra de verão 2008/09. Trinta dias antes do plantio de soja, que começa em outubro, ele vai dessecar o capim e deixar o solo revestido com uma espessa camada de palha, sobre o qual vai fazer o plantio direto. A função dessa palha é manter o solo protegido durante os meses quentes do ano, além de reter umidade. "Estou fazendo um investimento no solo", explica o produtor, lembrando que sua expectativa é amenizar os efeitos das estiagens comuns do verão e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade da soja. Sua média, nos últimos cinco anos, tem ficado ao redor de 50 sacas por hectare (120/alqueire) e 80 de milho/hectare (180/alqueire).
Produtores empolgados - O gerente da Cocamar em Japurá, Cleber Vilar, lembra que os resultados do consórcio milho-braquiária, difundidos desde o final de 2006 pela cooperativa, por meio de dias de campo, despertaram o interesse dos produtores e houve um aumento na procura por sementes desse capim. "É uma prática simples, de custo acessível e que traz um enorme benefício", resume. Nenhum outro produtor havia cultivado com o consórcio uma área tão grande em toda a região de abrangência da Cocamar, quanto Luiz Carlos Frigo. "O sucesso dele vai servir de referência para que muitos outros tirem suas dúvidas e invistam mais na cobertura do solo", completou o gerente. Além de membro do Conselho Fiscal da Cocamar, Frigo, produtor desde 1984, é presidente do Sindicato Rural de Japurá.
Produtor coloca o dobro de animais em pastagem adubada - O produtor Alfredo Antônio Canever, dono da Fazenda Jangada, situada na Estrada Tamarana em Tapejara, onde investe na atividade pecuária, conta que ficou satisfeito ao fazer a recuperação de parte de suas pastagens, formadas em 2000, quando a braquiária MG-5 recebeu adubação no plantio. Mesmo cuidando bem dos pastos, Canever via que a taxa de ocupação não ia além de 4 cabeças de bovinos por alqueire. Decidido a virar o jogo e com a orientação da Cocamar, ele fez uma aplicação de 500 quilos de adubo por alqueire, usando o produto Fosmag 752.2 M2 PGR (formulação 09-15-15 mais micronutrientes). Segundo o funcionário da fazenda, Aderbal dos Reis, o resultado tem ido além das expectativas. Hoje, poucos meses depois da adubação, a área recuperada já abriga 8 cabeças de bovinos por alqueire, o dobro da anterior. E, até o final do ano, a expectativa é quase dobrar novamente, saltando para 15 cabeças/alqueire. "Comida não vai faltar", diz Reis.
Oportunidade - O coordenador comercial de Pecuária da Cocamar, Clóvis Aparecido Domingues, usa o exemplo do produtor Alfredo Canever para demonstrar que os pecuaristas da região podem aproveitar muito melhor a oportunidade que surge com os bons preços da carne bovina, no momento. "Fazer a recuperação das pastagens com uma adubação adequada potencializa os resultados e os ganhos", observa Domingues. (Imprensa Cocamar)

SISTEMA S: OCB avalia decisão do governo de não mudar regras 

"É aconselhável que não se modifique o que está dando certo." A declaração foi feita pelo vice-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Ronaldo Scucato, ao comentar a decisão do governo federal de não enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei que alterava as regras do Sistema S. A mudança que amplia as vagas em cursos técnicos e a gratuidade dos serviços de educação ofertados pelo sistema, ocorreu a partir de um acordo entre o governo e o Sistema S, do qual faz parte do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
Protocolo - As medidas estão previstas no protocolo de compromisso, assinado na terça-feira, (22.07), no Ministério da Educação, e serão incorporadas aos regimentos internos das entidades em até 30 dias, conforme informações do site www.mec.gov.br. O ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou o protocolo com a dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Dos R$ 8 bilhões que financiam o sistema, 60% vão para os serviços sociais e 40% para a aprendizagem. Mudam apenas os critérios ligados à gratuidade, carga horária dos cursos, definição do público atendido e adoção do conceito de itinerário formativo.
Vagas - Pelo acordo, dois terços das vagas em cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) devem ser destinados gratuitamente a pessoas de baixa renda, com prioridade para estudantes e trabalhadores. Além disso, um terço dos recursos destinados a serviços sociais pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) deve ser aplicado em atividades de educação. Metade desses recursos deve financiar atividades gratuitas.
Certeza - Para Scucato, que também preside o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), era evidente que o governo reveria sua opinião a respeito do Sistema S. "O Sistema é o único no País que está preocupado em investir na qualificação da mão-de-obra no Brasil", ponderou. De acordo com Scucato, são mais de 60 anos formando e qualificando profissionais, que contribuem para o desenvolvimento da nação e atendimento às exigências do mercado. "A prudência recomenda que devemos aprimorar as ações, finaliza o líder cooperativista. (Informe OCB)

MAPA: Autoridades sanitárias chilenas conhecem o sistema de defesa agropecuária 

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Inácio Kroetz, participou na terça-feira (22.07) do seminário Agronegócio Brasileiro: qualidades e potencialidades, na sede do Serviço Agropecuário Chileno (SAG), em Santiago. Durante o evento, Kroetz apresentou às autoridades sanitárias chilenas a estrutura de defesa agropecuária no Brasil e o processo de certificação de produtos de origem animal. O secretário ainda detalhou ações desenvolvidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), que permitiram a oficialização do acordo para exportação de carne suína e de aves para o mercado daquele país.
Carne bovina - Produtores e exportadores brasileiros de carne suína e de aves também participaram do evento. A Abef e a Abipecs mostraram aos chilenos o sistema de produção e as potencialidades do mercado brasileiro. O SAG também apresentou os requisitos para importação de produtos de origem animal previstos na legislação. Em relação à carne bovina, Kroetz disse que nos próximos dias será definido um cronograma de ações a serem desenvolvidas pelos dois países para que o Chile atenda ao pleito brasileiro de reconhecimento de 11 unidades federativas como livre de febre aftosa com vacinação. Esse reconhecimento permitirá que outros estados exportem carne bovina para o Chile. Atualmente, só o Rio Grande do Sul está habilitado a exportar esse produto para o mercado chileno. Em junho, o governo chileno reconheceu o estado de Santa Catarina como livre de febre aftosa sem vacinação. (Mapa)

AGRONEGÓCIOS: Sinal verde do Chile às carnes suína e de frango 

O governo do Chile anunciou na segunda-feira (21.07) a reabertura formal do mercado do país para as carnes suína e de frango produzidas por frigoríficos brasileiros. Pelo acordo, foram habilitadas 12 plantas exportadoras de frango e duas de suínos de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Os chilenos ainda estudam pedido brasileiro para a habilitação de estabelecimentos de carne bovina de 11 Estados reconhecidos como livres de febre aftosa.
Histórico - A retomada das compras de carne pelo Chile, suspensas desde o registro de focos de aftosa em Mato Grosso do Sul, em outubro de 2005, ocorre quatro meses após a decisão do Ministério da Agricultura de fechar as portas do mercado brasileiro às frutas do país andino. "O acordo já estava certo há alguns dias. Estamos agora finalizando os detalhes sobre a emissão dos certificados sanitários", disse o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.
Expectativa de venda - Os exportadores brasileiros de frango estimam vender até 40 mil toneladas de diversos cortes ao mercado chileno. E esperam a extensão da autorização para outros seis empresas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. "Há um clima muito favorável aos negócios aqui", disse o ex-ministro Francisco Turra, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef). Segundo ele, os chilenos têm reivindicado investimentos de empresas brasileiras para processar e industrializar a carne no país andino.
Plataforma de exportação - "Com isso, poderíamos aumentar nossa relação comercial e transformar o Chile numa plataforma de exportação para mercados onde ainda não entramos", avaliou Turra. Para ele, mesmo sem grandes investimentos, as empresas podem fazer outros acordos com o setor privado chileno para elevar as vendas "rapidamente" a 100 mil toneladas. O executivo da Abef esteve acompanhado de representantes de Sadia, Big Frango, Seara, Copagril Agroindustrial e Marfrig.
Ampliação para outros 11 estados - A reabertura mais ampla do mercado do Chile para a carne bovina está bem encaminhada, segundo o governo. Hoje, está permitida apenas a venda de carne do Rio Grande do Sul, mas o Ministério da Agricultura avalia ser possível fechar um acordo para ampliar, de forma gradual e segura, os embarques de outros onze Estados. O secretário Inácio Kroetz, que está em Santiago para negociar a abertura, disse que "nos próximos dias" deve ser definido um "cronograma de ações" para o acordo bilateral. O Chile era o quarto principal mercado para a carne bovina antes da ocorrência da aftosa, em 2005. De lá para cá, o país andino optou por comprar de fornecedores como Paraguai e Austrália. Os industriais brasileiros têm pressionado o governo a forçar a reabertura do mercado chileno até mesmo com ameaças de suspensão da compra de salmão e vinhos produzidos pelos andinos. (Valor Econômico)

EMBRAPA: Cultivares de milho e sorgo se sobressaem em continente africano 

Cultivares de milho e sorgo desenvolvidas pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) têm possibilitado incrementos na produção e na produtividade das duas culturas em países do continente africano. Nos últimos seis anos, 44 cultivares de milho com germoplasma brasileiro foram transferidas para o Quênia com o objetivo de superar uma das principais limitações impostas à atividade agrícola naquele país: os solos ácidos, com altas concentrações de alumínio tóxico e baixa disponibilidade de fósforo, nutriente essencial ao desenvolvimento das plantas.
Limitação - A acidez dos solos é a principal limitação na agricultura em cerca de 50% das terras cultiváveis em todo o mundo. O Brasil e a África compõem este cenário e a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) vem há mais de 30 anos atuando na identificação de cultivares promissoras à tolerância ao alumínio. Desde meados da década de 1980, materiais genéticos vêm sendo enviados ao continente africano e os resultados têm sido animadores. "A variedade de milho CMS-36, tolerante a solos ácidos, é a base de vários genótipos desenvolvidos em países africanos", conta Sidney Netto Parentoni, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo. A variedade CMS-36, desenvolvida pela empresa, foi lançada em 1993 com o nome de BR 5036, resultado de seleção feita pelo IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco) para aquele estado. As outras cultivares também têm revelado resultados potenciais para a África. (Jornal Eletrônico da Embrapa Sorgo e Milho)

RODADA DOHA: Amorim aprova plano de subsídios dos EUA, mas quer mais 

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na terça-feira (22.07), em Genebra, que a oferta dos Estados Unidos de reduzir os subsídios agrícolas demonstra o "compromisso" de Washington com as negociações para a liberalização do comércio mundial, mas quer mais ambição para concluir o acordo na OMC (Organização Mundial do Comércio). A proposta feita pela representante americana do Comércio, Susan Schwab, "mostra o compromisso dos EUA com a negociação, mas com um baixo nível de ambição", afirmou Amorim, em Genebra.
Redução - Schwab anunciou que seu país está disposto a reduzir os subsídios agrícolas que distorcem os fluxos comerciais a US$ 15 bilhões, melhorando sua oferta anterior de US$ 17 bilhões. Em troca de um acesso ambicioso aos mercados, estamos prontos para reduzir nosso apoio interno que distorce o comércio a US$ 15 bilhões", afirmou a representante americana do Comércio."É um passo muito importante, que damos de boa fé, à espera das propostas dos outros", afirmou a funcionária, referindo-se aos pedidos de Estados Unidos, e também União Européia, por um acesso maior a seus produtos industriais nos países em desenvolvimento.
Desbloqueio - Schwab apresentou a iniciativa como contribuição para o desbloqueio da Rodada de Doha, que já tem sete anos. Em contrapartida, pediu concessões dos países em desenvolvimento no que diz respeito às tarifas aplicadas sobre os produtos industriais. Mais cedo, um membro da delegação brasileira, sem se identificar, afirmou que a iniciativa era boa, mas a soma dos subsídios concedidos pelo governo americano a seus agricultores ainda é "muito elevada".
Exigência - O responsável lembrou que o G20, bloco econômico de países emergentes, exigiu que os EUA limitassem seus subsídios agrícolas a US$ 12 bilhões. Em Genebra, o texto em discussão sugere que estes subsídios fiquem entre US$ 13 bilhões e US$ 16,4 bilhões. A União Européia (UE) considerou por sua vez que a proposta de Schwab é razoável nesta etapa das negociações, mas que os EUA podem ir mais longe. As discussões na OMC têm como base as quantias máximas autorizadas de subsídios ("subsídios consolidados"), e não os realmente concedidos, que em alguns anos são menores. De fato, as subvenções distribuídas ano passado pelos EUA foram de US$ 8 bilhões, pelo que Washington poderia aumentar suas ajudas ainda em US$ 7 bilhões se a OMC aceitar a proposta de Schwab de estabelecer o topo em US$ 15 bilhões.
Explicação - Schwab explicou que o nível relativamente fraco de subsídios de 2006 e 2007 se deve à escalada de preços das matérias-primas agrícolas nos mercados mundiais. Nos Estados Unidos, os subsídios são calculados em função da diferença entre as cotações mundiais e os preços pagos aos agricultores. "Os preços sobem, os preços caem", comentou, alegando que seu governo deve manter uma margem para ajudar os agricultores necessitados caso as cotações caiam. Nos últimos 10 anos, estes subsídios superaram sete vezes a barreira dos US$ US$ 15 bilhões. O máximo de subsídios autorizado atualmente pela OMC nos EUA é de US$ 48 bilhões. No fim de 2005, Washington propôs reduzi-los a US$ 22,5 bilhões e melhorou esta oferta a US$ 17 bilhões ano passado. Além das divergências sobre os subsídios agrícolas, a reunião de Genebra pode fracassar pela ausência do ministro indiano Kamal Nath, de um dos quatro principais negociadores.
Atraso - Atrasado por um voto de confiança que ameaçava nesta terça-feira a sobrevivência do governo indiano, o ministro do Comércio e da Indústria deve chegar somente quarta-feira a Genebra, onde os ministros de 35 países estão reunidos para tentar concluir as negociações da Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial. (Invertia)

COMMODITIES: Preços da soja nos EUA devem subir 8% até o fim do ano 

Os preços da soja nos Estados Unidos vão subir 8% em relação aos níveis atuais até o final do ano, em meio a uma retração da oferta e à incerteza sobre o tempo em agosto, quando a oleaginosa passa por fase crítica no desenvolvimento, mostrou uma pesquisa com analistas e traders. Já os preços do milho devem subir 14,6% já que a demanda, apesar do alívio recente, continua forte o suficiente para reduzir praticamente pela metade os estoques do cereal no ano que vem. Os preços do trigo vão permanecer estáveis, subindo apenas 1% em meio a uma provável grande safra global neste ano.
Bolsa de Chicago - De acordo com uma pesquisa com 14 traders e analistas de grãos, o preço médio do primeiro contrato da soja na bolsa de Chicago ficará em US$ 15,225 por bushel no final de 2008, ou cerca de 8% acima do valor de fechamento de segunda-feira, a US$ 14,0950. As estimativas variam entre US$ 13 e US$ 18,50 por bushel. A estimativa para o milho é de US$ 6,754 por bushel, 14,6% acima do fechamento de segunda-feira de US$ 5,8925, com as estimativas indo de US$ 5,50 a US$ 9.
Trigo - Para o trigo, a média das estimativas dos analistas foi de US$ 7,982 por bushel, 1% acima do fechamento do primeiro contrato na segunda-feira, de US$ 7,91. As estimativas variam de US$ 6,75 a US$ 9,75 por bushel. "A soja está longe de chegar no armazém, tem muito para acontecer em relação ao tempo em agosto", disse Jerry Gidel, analista do North America Risk Management Inc. Gidel afirmou que a produção de soja e milho neste ano pode ser menor do que está previsto pelo Departamento de Agricultura dos EUA.
Liderança - Para um outro analista, que pediu para não ser identificado, o mercado de soja será o líder dos preços neste ano. Ele afirmou que, apesar de os preços da soja precisarem continuar fortes, eles podem não subir de maneira significativa em relação aos níveis atuais. "Acho que até o inverno teremos preços mais fracos, mas ainda precisaremos de bons preços para garantir a área com soja", disse ele. "Temos estoques apertados de soja e isso não vai acabar em um ano".
Demanda global - Analistas que apostam em preços acima da média para o milho e a soja citaram a forte demanda global e estavam preocupados de que as inundações no Meio-Oeste dos EUA em junho tenham reduzido o potencial de produção dos dois grãos. "Obviamente estamos concentrados no tempo no momento e estou baseando minhas estimativas no que aconteceu em 1993", disse Chris Manns, analista da trading Tradersgroup Inc. Naquele ano as inundações na região reduziram a produção de milho e soja e alguns analistas, incluindo Manns, acreditam que as enchentes deste ano, as piores desde 1993, também prejudicaram as safras. (Terra)

DINHEIRO: Demanda de produtor de café por CPR já cresceu 50% ante 2007 

A emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) de café, com entrega física do produto e aval do Banco do Brasil (BB), tem encontrado boa demanda entre os produtores este ano. Conforme dados do BB, o total de CPR física de café emitida pelos produtores em 2008, até 20 de julho, é cerca de 50% superior a todo o resultado de 2007. Foram emitidas até o momento 4.275 CPRs de café, correspondendo a cerca de R$ 283 milhões. Cada CPR equivale a 100 sacas de 60 quilos do produto. Em todo o ano 2007 foram emitidas 2.805 CPRs física, representando R$ 166 milhões. De acordo com o BB, considerando as 1.287 CPRs financeiras de café lançadas este ano, até o momento, o total sobe para 5.562 CPRs.
Vencimento na época da colheita - Com a emissão do papel, o produtor vende a termo parte da produção, recebe o valor da venda à vista e se compromete a entregar o produto negociado na quantidade, qualidade, local e data estipulados no contrato. O gerente-executivo de Agronegócios do BB, Márcio Augusto Montella, explica que, como a maior parte das CPRs de café é física, o vencimento ocorre na época de colheita, principalmente em setembro. Ele acrescenta que as CPRs são lançadas para entrega em um ano. Portanto, os papéis para financiar o custeio da safra de 2009 começarão a ser emitidos em breve. (Agência Estado)

AGENDA: Agroleite quer reunir 750 animais

A Agroleite 2008, a ser realizada pela cooperativa Castrolanda entre 12 e 16 de agosto, deve expor cerca de 750 animais de várias raças. Em época de alta procura por vacas leiteiras, os organizadores encontram certa dificuldade para reunir tantas cabeças. A expectativa é que 50 mil pessoas passem pelo local do evento, o Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro, a 150 quilôme-tros de Curitiba, na Região dos Campos Gerais. Além da cadeia leiteira, as palestras da Agroleite vão abordar a produção de grãos, a suinocultura e a integração lavoura- pecuária. O leilão das raças holandesa, pardo-suíça, jérsei e simental está marcado para dia 15, às 20h45. Informações: www.agroleitecastrolanda.com.br

Seminário técnico de iniciação científica
Ocorre até amanhã (23.07), em Londrina (Norte), o 16º Seminário Técnico de Iniciação Científica do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). A programação, que começou ontem, conta com a presença de estudantes, técnicos e pesquisadores. Estão em discussão temas de pesquisas nas áreas animal e vegetal. Os palestrantes são professores e pesquisadores de universidades de todo o estado e também do Iapar. Os trabalhos têm início às 8 horas e prosseguem até o final da tarde. Informações: www.iapar.br


Feira Sabores do Campo começa amanhã, em Curitiba
A partir da pr quarta-feira (23.07) o público de Curitiba terá a oportunidade de estar em contato com os verdadeiros sabores e aromas do campo. Isso será possível com a realização da IX Feira Sabores do Campo, que acontece no Centro de Eventos do Parque Barigüi até dia 27 (domingo). Este ano estarão à disposição cerca de 2.000 itens entre produtos convencionais e orgânicos, de origem animal e vegetal. Serão cerca de 500 famílias vendendo e oferecendo produtos exclusivos como queijos, embutidos, conservas, geléias, pães, bolachas, doces, sucos, licores, picles, todos produzidos nas propriedades da Agricultura Familiar. Também estarão em exposição o artesanato rural e as alternativas de Turismo Rural na Região Metropolitana de Curitiba e de outras regiões do Paraná. A Feira Sabores do Campo é uma promoção da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento que junto com a Emater coordena o programa Fábrica do Agricultor, criado para diversificar a cadeia produtiva rural como forma de fortalecimento da Agricultura Familiar, fixação e permanência do agricultor na sua atividade, integrada ao sistema de produção.

Encontro reúne produtores de laranja
As perspectivas da citricultura estadual e regional, adensamento de plantio, presença e controle da doença greening, produção de mudas, controle do cancro cítrico, estão entre os temas do 2º Encontro de Produtores de Laranja de Mesa e Indústria. O evento, que deve reunir 300 produtores, acontece na quinta-feira (25.07), em Nova América da Colina (32 km ao sul de Cornélio Procópio). A laranja, segundo o engenheiro agrônomo Maurílio Gomes, da comissão organizadora e executor regional de fruticultura da Emater de Cornélio Procópio, é apontada como mais uma opção para ampliar as oportunidades de emprego e renda na agricultura familiar no norte do Estado. Na safra 2008/09 a produção estimada é de 13,7 milhões de caixas, correspondendo a 35,8 mil toneladas de suco concentrado destinadas a países da União Européia, Oriente Médio, Estados Unidos da América, Canadá e Austrália. Atualmente o Paraná conta com três indústrias que produzem suco de laranja, duas do sistema cooperativo. Mais informações: Maurílio Gomes (43)3523-2233 e Lucas Batista Neves (43)3553-1411.

Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
Entre 13 e 15 de agosto acontece em Chapecó o I Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e II Seminário Regional da Abraves - SC. O evento é destinado a médicos veterinários, zootecnistas, agrônomos das agroindústrias e cooperativas, técnicos de inseminação e gestores de UPL. O simpósio abordará as demandas sanitárias, nutricionais, de manejo e de biosseguridade das agroindústrias e cooperativas. O Simpósio ocorrerá no Centro de Cultura e Eventos Plinio Arlindo de Nes, localizado na rua Assis Brasil, 20D - Centro. As inscrições podem ser feitas pelo site: http://nucleovet.com.br/novosite/simpsui/index.php

Congresso Nacional de Milho e Sorgo
"Agroenergia, Produção de Alimentos e Mudanças Climáticas: Desafios para Milho e Sorgo", é o tema o XXVII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que acontece de 31 de agosto a 03 de setembro, no Centro de Exposições e Eventos de Londrina. O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Milho e Sorgo, e será realizado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo. Realizado desde 1950, o Congresso é considerado referência na divulgação de inovações tecnológicas para todo território nacional. Entre seus objetivos, destaca-se a permanente busca por novas e eficientes soluções para as culturas do milho e sorgo, visando superar os desafios que se apresentam no cenário nacional e internacional. Informações pelo e-mail cnmslondrina@fbeventos.com.br, telefone (43) 3025-5121 ou pelo site www.cnmslondrina.com.br

Corecon-PR promove o XIII Enesul
O Conselho Regional de Economia 6.ª Região Paraná - Corecon PR, será o responsável este ano pelo XIII Enesul - Encontro de Economistas da Região Sul, evento realizado anualmente por um dos Conselhos Regionais de Economia da Região Sul do Brasil. O XIII Enesul acontecerá nos dias 15 e 16 de agosto, no Auditório da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu. Informações (41) 3336-0701, e-mail corecon-pr@corecon-pr.org.br

 
   

Pessoas inteligentes valorizam os produtos benéficos ao meio ambiente.

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