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- Na região da Cocamar, produtor muda para a cidade
- Colheita de milho adiantada no Paraná
- Mercado de soja segue em “banho maria”
O CAMPO DESABITADO
Migração de produtores para as cidades dificulta projetos na Cocamar
A propriedade está se tornando, cada vez mais, apenas um local de trabalho
Nos últimos anos a Cocamar tem enfrentado dificuldades para a implantação de projetos de diversificação agrícola em propriedades da sua região devido a um fenômeno que parece intensificar-se cada vez mais: o esvaziamento do campo com a intensa migração de moradores para as cidades.
Segundo o presidente da cooperativa, Luiz Lourenço, “como há cada vez menos famílias vivendo em propriedades rurais, torna-se difícil levar propostas para a diversificação dos negócios”. Ele afirma que a Cocamar tem planos de incentivar projetos como a fruticultura em pequenas áreas, que podem oferecer uma renda complementar. “Mas como as pessoas estão indo embora, isto se torna inviável”, diz.
Questões como a falta de segurança no campo, as facilidades oferecidas pela vida nos centros urbanos ou simplesmente acompanhar os filhos, estão fazendo com que os agricultores utilizem as propriedades apenas como local de trabalho. Lourenço cita o exemplo de municípios como São Jorge do Ivaí, a 50 quilômetros de Maringá, onde a agricultura já é praticamente toda mecanizada. “Lá, é difícil encontrar alguém morando no campo e até mesmo os funcionários passaram a viver na cidade”.
FALTA MÃO-DE-OBRA – Quem ainda insiste em morar na propriedade rural e lida com culturas que demandam mão-de-obra, como café, já sente que a disponibilidade de trabalhadores é cada vez menor. Para enfrentar esse desafio, eles estão apelando para máquinas. Na Cocamar, a demanda por derriçadeiras de grãos de café, por exemplo, vem crescendo rapidamente. Manejado por uma pessoa, o equipamento é capaz de suprir a função de 5 trabalhadores ou até mais em uma jornada diária. (Flamma)
MILHO
Colheita adiantada no Paraná
Até o final desta semana, os Estados de Mato Grosso e Paraná devem colher metade de sua produção do milho segunda safra. Juntos eles respondem por 12 milhões de toneladas, cerca de 68% de toda a produção nacional do grão. Para este ano, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que o Brasil colherá 17,6 milhões de toneladas, 19% a mais que o último ciclo. (Folha de Londrina)
SOJA
Mercado em “banho maria”
Depois de oscilar entre os campos positivo e negativo, as cotações da soja fecharam mistas nos futuros de Chicago nesta quinta-feira. A posição agosto fechou a U$ 13,9575 com alta de 1,75 cent/bu e a posição setembro a U$ 13,9425, com perda de 1,25 cent/bu.
Nos últimos dias, o mercado vem oscilando dentro da faixa situada entre U$ 13,70 e U$ 14,10, acompanhando os boletins climáticos e os preços do petróleo e parece ter encontrado um forte suporte nestes patamares.
Enquanto não aparecem notícias mais decisivas nestas duas frentes, o mercado fica em compasso de espera do relatório de agosto, que deverá trazer novos números sobre a extensão do plantio e sobre o alcance da produtividade.
CLIMA – O clima segue, com pequenos percalços em uma ou outra região, próximo do ideal. Portanto, os boletins climáticos têm jogado do lado baixista do mercado nos últimos dias. Agosto, porém, é o mês decisivo para a formação de vagens e dos grãos. Até agora apenas 62% das lavouras completaram a floração e 21% estão na fase de formação de vagens, contra 82% e 45% da mesma semana do ano passado. Este atraso, por si só, levanta preocupações quanto à produtividade ao jogar a definição da safra mais para frente em direção ao início do inverno. (Só Notícias)
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