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COCAMAR NOTÍCIAS - 04/08/2008

- Cocamar projeta vendas de R$ 320 milhões no setor de varejo
- Custo alto afeta competitividade do agronegócio
- Brasil vai contestar subsídios norte-americanos na OMC
- Preços da soja têm queda menor no mercado interno
- Para argentinos, Brasil deixa de ser ameaça e vira modelo
 

VAREJO

Cocamar estima vendas de R$ 320 milhões em 2008


A previsão para o setor de varejo da Cocamar é de um faturamento ao redor de R$ 320 milhões em 2008, contra R$ 265 milhões de 2007. O crescimento desses números, segundo o departamento de Marketing da cooperativa, está baseado principalmente na expansão das vendas de itens como óleos vegetais, bebidas a base de soja, café torrado e moído, entre outros. O óleo de soja Cocamar, líder disparado dentre todos os produtos, está entre os 7 mais consumidos no País.
Apostando suas fichas no mercado de café, cuja demanda cresce 5% ao ano em média no Brasil, a cooperativa conta, além do produto torrado e moído, também com café gourmet e capuccino.
A linha de néctares de frutas – são diversos sabores, nas versões tradicional e light – é outra que avança na preferência dos consumidores.
Os produtos da Cocamar são distribuídos em toda a região Sul do País e parte do Centro-Oeste. Cerca de 40% das vendas estão concentradas no concorrido mercado do interior paulista. (Flamma)

AGRICULTURA 

Custo alto afeta competitividade 

Entre 2001 e 2008 a produção brasileira de grãos aumentou de 100 milhões de toneladas para 147 milhões de toneladas. Embora aos olhos do cidadão comum isso possa representar um significativo enriquecimento do campo, a realidade é bem diferente. Uma seqüência de quebras nas safras 2003/04, 2004/05 e 2005/06 diminuiu a produção em 31 milhões de toneladas. Teoricamente, os bons preços no mercado mundial compensariam essas perdas se os fertilizantes, principal insumo da produção, não tivessem tido seus preços reajustados bem acima do que se esperava.
Estudo realizado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), indica que alguns formulados foram reajustados, apenas na última safra, em mais de 100%, repercutindo no aumento da participação dos fertilizantes no custo de produção. No trigo, a participação do custo dos fertilizantes no custo de produção subiu de 18% na safra 2003/2004 para 26,5% na safra 2007/2008. Na soja, subiu de 12% para 17,5%; no milho, de 21,5 % para 29%. "Essa situação frustra os produtores que plantam com custo alto e não têm certeza se os preços dos cereais serão atrativos na hora da venda da safra", afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. (Umuarama Ilustrado) 

COMÉRCIO INTERNACIONAL 

Brasil vai contestar subsídios norte-americanos na OMC 

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ao jornal financeiro britânico "Financial Times" ("FT") que o Brasil vai contestar na OMC (Organização Mundial do Comércio) a "ilegalidade" de subsídios agrícolas americanos e de outras barreiras comerciais impostas pelo país às importações.
Em entrevista publicada com destaque pelo diário britânico nesta segunda-feira, Amorim disse que depois do fracasso da Rodada de Doha, na semana passada, em Genebra, não resta outra opção ao Brasil a não ser entrar com uma ação legal contra os EUA.
"O ponteiro está correndo", disse o ministro ao "FT". "Eles (os Estados Unidos) são os maiores subsidiários do mundo em termos do que nos afeta, então teremos de levá-los aos tribunais".
O ministro chamou de "discriminatória" a tarifa de importação de US$ 0,54 imposta sobre cada galão de álcool brasileiro exportado para o mercado americano.
Além de preparar uma ação contra a tarifa de importação do álcool, Amorim afirmou que pedirá autorização à OMC para reclamar sanções retaliatórias no valor de US$ 1 bilhão referentes à recusa dos EUA em remover subsídios ilegais concedidos aos produtores de algodão.
Amorim ainda disse ao "FT" que Brasil e Canadá "estão preparando uma ação conjunta contra subsídios americanos em geral".
O ministro disse que até a semana passada tais medidas estavam "em câmera lenta" porque se apostava no sucesso da rodada, mas diante do fracasso, "o processo será acelerado". (Folha de S. Paulo) 

SOJA 

Preços da soja têm quedas Menores no mercado interno 

Apesar dos fortes recuos da cotação da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços da oleaginosa no mercado interno estão se sustentando com quedas menores. Nos últimos 30 dias, o valor da soja na bolsa americana recuou 14%, enquanto que em algumas regiões do Brasil essa queda acumulada foi próxima dos 7%.
A demanda interna e externa aquecida, aliada ao fato de a safra do grão este ano ter entrado muito vendida antecipadamente, explicam os preços sustentados. "Os estoques de soja disponíveis para venda estão baixos. Além disso, esse preço menor retrai a venda por parte dos que ainda têm o grão disponível. Quem quer comprar tem que oferecer mais", explica Paulo Baraldi, da Soma Corretora.
Segundo levantamento da consultoria Céleres, em 25 de julho 86% da safra 2007/08 já tinha sido comercializada, ante 78% da média dos últimos 5 anos. Isso significa que há, teoricamente, disponível para venda 8 milhões de toneladas no País, volume que poderia ser de 14 milhões de toneladas se a venda tivesse sido dentro da média de 78%. Assim, segundo Baraldi, o que está sendo movimentado hoje no mercado é soja já contratada anteriormente.
Mas, a menor oferta do produto fez o mercado oferecer mais pela saca já na última semana. Segundo levantamento da Céleres, nos últimos sete dias o preço subiu 2,4% na média das 13 regiões produtoras pesquisadas. "Desde o dia 24, a região de Cascavel foi a que teve maior valorização da soja: 6,8%", acrescenta Leonardo Menezes, analista da Céleres.
A previsão da consultoria para esta safra é de que os estoques finais no Brasil sejam de 1,1 milhão de toneladas, 20% menor do que os quase 1,4 milhão registrados no ciclo anterior. As exportações devem crescer 7% para 25,4 milhões de toneladas. A demanda total, incluindo o mercado interno, deve crescer para 60 milhões de toneladas, 4,3% mas que as 57,5 milhões de toneladas do ciclo anterior. Até junho, o Brasil já havia exportado cerca de 1 milhão de toneladas a mais de soja em grão que em igual semestre de 2007. Foram 13,76 milhões de toneladas, ante as 12,7 milhões de janeiro a junho de 2007, aumento de 7,9%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

ESPELHO 

Brasil deixa de ser ameaça e vira modelo para argentinos
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Brasil tornaram-se, nos últimos anos, uma fonte de admiração e saudável inveja na Argentina. As lideranças da oposição recorrem constantemente à figura do presidente brasileiro para citá-lo como exemplo de consenso, em contraposição às personalidades adeptas do confronto político, como a presidente Cristina Kirchner e seu marido e ex-presidente Néstor Kirchner.
Os empresários suspiram ao ver os grandes empréstimos concedidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lamentam a inexistência de um banco público desse tipo na Argentina e sonham com os generosos financiamentos "à moda brasileira" ao setor agropecuário (enquanto que na Argentina, os ruralistas são alvo de retaliações do governo local). A própria presidente Cristina Kirchner, no comício de lançamento de sua campanha eleitoral, há exatamente um ano, fez uma única referência à uma empresa. A companhia citada foi a Embraer. "Um exemplo a ser seguido”, disse Cristina na ocasião.
"O Brasil é um exemplo a imitar", sustenta Alieto Guadagni, ex-diretor da Argentina no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Depois, espeta o governo Cristina: "O Brasil responde aos desafios estimulando sua produção, e não colocando um monte de impostos sobre ela. Enquanto isso, a Argentina optou por desestimular a oferta produtiva." (O Estado de S. Paulo)

 
   

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