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PARANÁ COOPERATIVO - 06/08/2008


CRÉDITO COOPERATIVO: Ministro Paulo Bernardo promete solução para crédito consignado 

O ministro do Planejamento Paulo Bernardo esteve na Ocepar na manhã de hoje (06.08), a convite do presidente João Paulo Koslovski, para discutir proposta de alteração do artigo 4º do Decreto 6.386/08, que dispõe sobre o processamento das consignações em folha de pagamento no âmbito do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - Siape. O ministro prometeu atuar visando a inclusão das cooperativas de crédito na concessão de crédito consignado afirmando que isso é de interesse do governo "porque as cooperativas de crédito geralmente estão entrando com crédito mais barato, os juros são menores", o que acaba forçando o mercado a praticar juros menores. "E nós temos interesse que baixem os juros mesmo", frisou Paulo Bernardo.
Sugestão da Fazenda - O presidente da Ocepar entregou ao ministro a proposta de alteração do decreto feita pelo secretário adjunto do Ministério da Fazenda, Gilson Alceu Bittencourt, que inclui as cooperativas na concessão de crédito consignado em folha de pagamento. A OCB e OCE's, com participação do Conselho Especializado do ramo crédito, estão propondo uma pequena complementação no decreto, permitindo amparar as cooperativas que têm operações em vigência e também as cooperativas recém criadas com menos de 100 associados. Nesse caso, pede-se um prazo de um ano para adequação.
Importância do cooperativismo de crédito - O ministro reconheceu a necessidade de alteração do Decreto 6.386/08 porque ele restringe do benefício da concessão de crédito consignado em folha de pagamento as cooperativas de crédito, enquanto o governo Lula tem dado grande apoio ao crescimento do cooperativismo de crédito, que contribuem para a concessão de crédito a juros mais baixos aos seus associados. Falando sobre o desempenho da economia brasileira, Paulo Bernardo se mostrou muito otimista, apesar dos problemas que ocorrem no mundo no momento, lembrando que está havendo um crescimento da classe média brasileira, que já representa mais de 50% da economia, mas ainda está muito longe da taxa dos países mais desenvolvidos do mundo.
Captação de recursos externos - A captação de recursos externos pelas cooperativas também foi tema da conversa entre o presidente da Ocepar e o ministro do Planejamento. Esse assunto já vem sendo tema de reuniões entre os dirigentes cooperativistas brasileiros e a área econômica do governo. Paulo Bernardo reconheceu que esse é o momento para isso porque "essa crise econômica vai parar e eles (empresários) vão aplicar onde? Onde a situação está sólida", disse, referindo-se à economia brasileira.

COOPERATIVISMO: Cooperativas do país avançam com alta dos grãos 

A valorização dos ativos das cooperativas de agronegócio, sobretudo no segmento de grãos e carnes, e os planos de investimentos na industrialização, ganharam destaque na edição de hoje do jornal Valor Econômico. Uma ampla matéria, assinada pelos jornalistas Mauro Zanatta, Marli Lima e Sérgio Bueno, mostra o desempenho do setor. "Nosso poder de fogo aumentou. É igual ou maior que o das multinacionais", diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras. Veja a seguir a íntegra da matéria:
Alta das commodities agrícolas fortalece cooperativas do país
Cooperativas agropcuárias devem ter receita de R$ 18 bilhões no Paraná
No RS, estratégia é criar centrais e alianças e agregar valor à produção

ENDIVIDAMENTO: Stephanes diz que MP da dívida agrícola deve ser votada 

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, criticou nesta terça-feira a ameaça de alguns partidos de obstruir a pauta de votações da Câmara dos Deputados. Um dos itens da pauta da Câmara é a Medida Provisória (MP) 432, que trata da dívida do setor rural. "Se algum partido obstruir, ele não estará prejudicando o governo, mas a agricultura brasileira", afirmou o ministro, após reunir-se com parlamentares na Câmara. Stephanes acrescentou que a votação da MP é fundamental para permitir a concessão de novos créditos à agricultura brasileira.
Negociação - O ministro lembrou que as discussões sobre as medidas de apoio ao setor contidas na MP 432 - que prevê algum tipo de benefício para R$ 75 bilhões de um total de R$ 87,5 bilhões em dívidas do setor rural - perduraram por dez meses. Stephanes disse que o governo aceitou alterar alguns pontos do texto, entre eles a ampliação de cinco para 10 anos do prazo para pagamento dos débitos dos produtores rurais inscritos na Dívida Ativa da União (DAU).
Correção - O relator da MP, deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), lembrou que essas dívidas somam R$ 7,2 bilhões. Essas dívidas são corrigidas pela taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13% ao ano. A bancada defende que esses débitos passem a ser corrigidos pela taxa do crédito rural, que atualmente é que 6 75% ao ano. Mas, sem acordo para redução para esse patamar, Heinze explicou que a segunda alternativa é a criação de uma "trava" para o juro ou seja, a definição de um teto de 13% para correção do empréstimo. "Os produtores estão ressabiados e temem que a elevação constante da taxa básica de juro, como tem acontecido recentemente, inviabilize o pagamento da dívida", afirmou.
Votação - O governo não aceita nenhuma das duas propostas, disse o relator que manterá as negociações até amanhã, quando o texto pode ser votado na Câmara. "A maior dificuldade de negociação está na dívida ativa", disse Heinze. Além da taxa de juro, outra reivindicação da bancada é ampliação do desconto para pagamento das dívidas inscritas na DAU.
Descontos - A MP estabelece descontos diferenciados para quitação ou parcelamento da dívida. No texto da MP, o governo define descontos de 30% a 70%, dependendo do tamanho da dívida. Pelo mecanismo, quem deve menos tem desconto maior. Mas os ruralistas argumentam que a proposta do governo prejudica os grandes produtores rurais. Eles querem a criação de uma nova faixa de desconto, de 80% e também a redução de faixas intermediárias.
Custo - Heinze calculou que as medidas contidas na MP custarão, no máximo, R$ 2 bilhões ao governo. Ao anunciá-las em maio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia estimado o impacto em R$ 1,2 bilhão. "Podemos retirar alguns pontos do texto da MP. Por isso não é possível estimar precisamente o impacto neste momento", afirmou Heinze. (AE)

AMP: Congresso e Feira Nacional de Produtos e Serviços para Municípios 

O mais importante encontro de prefeitos, secretários, vereadores e gestores públicos municipais do Sul do País começou nesta quarta-feira (06.08), no Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Roberto Requião, vários ministros e todos os secretários estaduais foram convidados para o encontro. Promovido pela AMP (Associação dos Municípios do Paraná), e com o apoio dos Governos Federal e Estadual, o 4º Congresso e Feira Nacional de Produtos e Serviços para Municípios prossegue até o dia 8 (sexta-feira) e terá a participação de cerca de 50 expositores - entre empresas públicas, privadas e órgãos governamentais - distribuídos entre os cinco mil metros quadrados do pavilhão do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu.
Iguassu Eco Falls - O Municipal 2008 traz uma novidade neste ano: uma pauta em sua maioria técnica, que abordará temas relevantes para as prefeituras, especialmente no último ano de mandato dos atuais governantes. Um dos eventos mais importantes do Municipal 2008 será o Iguassu Eco Falls, encontro internacional paralelo ao Congresso no qual serão apresentados exemplos de ações e de projetos conservacionistas que promovam o desenvolvimento sustentável. Da mesa dos trabalhos participarão o secretario estadual do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues; o diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich; o diretor-comercial da Sanepar, Natalio Stica; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Vitor Hugo Burko; e o secretário do Meio Ambiente da Prefeitura de Foz de Iguaçu, Nilson Brecher.
Empreendedorismo - Outro evento importante será promovido pelo IIDEL (Instituto Internacional para o Desenvolvimento Local). No encontro, lideranças na área de empreendedorismo falarão sobre seus projetos a 39 gestores públicos de 9 países das Américas Latina, Central e do Caribe sobre o tema "Meio ambiente e desenvolvimento local". O encontro reunirá prefeitos, vereadores, gestores públicos municipais e diretores de ONGs da Bolívia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. (Imprensa AMP)

EMPREENDEDORISMO: Feira do Empreendedor terá 212 eventos numa semana 

A Feira do Empreendedor 2008, que o Sebrae/PR promove na semana que vem em Londrina, terá um total de 212 eventos. Maior encontro de empreendedorismo do Paraná, o evento de negócios vai de 14 a 17 de agosto, no Centro de Exposições e Eventos. Os eventos paralelos começam já na segunda-feira, dia 11. A programação completa está no www.sebraepr.com.br/feira2008. No mesmo endereço, pode ser feita a inscrição antecipada. Fazendo o pré-cadastro virtual, o visitante terá o acesso facilitado. Com ele, basta apresentar o número do CPF na entrada do Centro de Eventos para pegar o crachá e começar a circular pelas instalações. Sem o pré-cadastro, será necessário preencher o formulário em um dos guichês de recepção. A Feira do Empreendedor vai funcionar quase todos os dias das 14 às 22 horas. Na segunda e na quarta-feira, os eventos começam apenas às 18h30. No domingo, o encerramento é às 20 horas. O Sebrae/PR espera a presença de pelo menos 12 mil visitantes qualificados, ou seja, de pessoas interessadas em abrir, expandir ou aprimorar um negócio. Noventa empresas vão expor oportunidades de negócios. (Sebrae-PR)

COASUL: Ferroeste propõe uma mobilização em prol da ferrovia do Sudoeste do Paraná 

O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, visitou no dia 1.º de agosto a sede da Coasul em São João. O objetivo da visita foi pedir apoio à instalação da ferrovia do Sudoeste do Paraná. O encontro foi promovido pelo Chefe do Núcleo Regional da Seab, Renato Canan, que acompanhou a visita. Participaram também Clóvis Cucolotto e Altair Gasparetto - respectivamente prefeito e vice-prefeito municipal de São João. O grupo foi recebido pela Diretoria e corpo técnico da Coasul.
Projeto de integração viária - Segundo Samuel Gomes, a ferrovia do Sudoeste é parte de um grande projeto de integração viária das áreas mais produtivas do Brasil e de alguns países vizinhos para facilitar o escoamento da produção para os portos. Estão incluídas nos planos da Ferrroeste ferrovias que ligariam o Mato Grosso do Sul, o Paraná, Santa Catarina, o Paraguai, Chile e Bolívia num total de 180 mil Km e um custo de aproximadamente U$ 1,5 bilhão de dólares. Para o sudoeste paranaense, uma das possibilidades mais prováveis, segundo Gomes, é de que seja construído um braço de ferrovia que partirá de Laranjeiras do Sul, em direção ao oeste de Santa Catarina.
Estudos de viabilidade - Ao visitar a Coasul, Gomes pretendia conhecer o volume de cargas e o potencial produtivo da cooperativa, para incluir esses dados nos estudos de viabilidade da ferrovia. Segundo ele, os estudos prévios mostram alta probabilidade de viabilização da ferrovia, que, se for instalada, contribuirá muito para diminuir os custos de transporte e de produção da região, contribuindo diretamente para seu desenvolvimento: "Não há região nenhuma do mundo que se desenvolva plenamente sem a existência de ferrovias". Afirmou. Ao final de sua explanação, Gomes explicitou seu pedido de apoio às lideranças presentes para que haja uma mobilização social na região para agilizar a execução das obras, que segundo ele, já passaram pela aprovação das articulações políticas, estando agora no momento certo para agir. Finalizando o encontro, Jacir Scalvi, Diretor Vice-Presidente da Coasul, declarou o apoio da cooperativa ao projeto, colocando-se à disposição para o fornecimento de mais informações que se fizerem necessárias aos estudos de viabilidade da ferrovia. (Imprensa Coasul)

ENCONTRO: Comitê contábil e tributário se reúne na OCB 

Nos próximos dias 11 e 12 de agosto acontece a 2º Reunião de 2008 do Comitê Contábil e Tributário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), na Casa do Cooperativismo, em Brasília (DF). A pauta inclui a situação dos projetos tributários no Poder Legislativo, em especial o Projeto de Lei nº 233/08, de iniciativa da Câmara, sobre a Reforma Tributária, e o Projeto de Lei Complementar 198/07, que trata do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. De acordo com o assessor Tributário da Gerência de Mercados da OCB, Edimir Santos, também serão debatidas ações para aprimorar a divulgação das informações contábeis e tributárias que interessam ao Sistema Cooperativista Brasileiro. Serão apresentados ainda a proposta da norma de credenciamento de auditoria independente da OCB e o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), entre outros assuntos. (OCB)

IMPORTAÇÃO: Argentina vai liberar venda de 500 mil toneladas de trigo 

Após liberar a exportação de 902 mil toneladas de trigo na semana passada, o governo argentino anunciou ontem que autorizará em breve a venda de outras 500 mil toneladas, em data ainda não definida. Com exportações restritas desde o fim do ano passado, a falta do trigo argentino causou desabastecimento do produto no Brasil e aumento de preço de derivados, como o pão. O anúncio foi feito ontem após a reunião de monitoramento do comércio bilateral entre os dois países. Apesar de as exportações não terem um destino específico, é provável que o Brasil, principal comprador do trigo argentino, fique com a maior parte.
Risco não pode ser descartado - Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, os novos embarques argentinos, junto com a safra interna brasileira do segundo semestre e com as exportações sem impostos liberadas recentemente de outros países, melhoram a situação brasileira, mas não é possível garantir que não haverá desabastecimento. Ramalho afirmou que espera que os importadores do Brasil comprem todo o trigo argentino, até porque a medida ajudaria a reduzir o superávit brasileiro no comércio bilateral, uma reclamação da Argentina. No primeiro semestre deste ano, esse superávit ficou em US$ 2,8 bilhões. E, no ano passado inteiro, o superávit foi de US$ 4 bilhões. (Folha de São Paulo)

INSUMOS: Produção de fertilizantes entra na agenda 

Além das áreas de energia e alimentos, a produção de fertilizantes entrou para a agenda de assuntos estratégicos nas relações entre Brasil, Argentina e Venezuela. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, os três países vão cooperar na fabricação de fertilizantes, insumo básico da produção de grãos, que se tornou caro e escasso por causa da alta do petróleo. Segundo Amorim, a decisão foi tomada em reunião realizada ontem entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Kirchner e Hugo Chávez, pouco antes da viagem de volta de Lula a Brasília. O encontro ficou em suspenso durante todo o dia. Enquanto o governo argentino e venezuelano anunciavam, desde semana passada, uma reunião trilateral, aproveitando a visita de Lula a Buenos Aires nesta segunda-feira, a chancelaria brasileira não confirmava a reunião até depois do almoço, o que gerou comentários de que, na verdade, o presidente Lula não tinha intenção de encontrar-se com Chávez.
Reunião em Brasília - Amorim, que na última hora substituiu o presidente em uma entrevista coletiva à imprensa no aeroporto, não explicou a razão do desconhecimento da chancelaria sobre o encontro trilateral. Também não deu detalhes sobre como se daria a cooperação em fertilizantes. Mas garantiu que o tema será aprofundado em reunião marcada para o dia 6 de setembro em Brasília, quando Chavez e Cristina Kirchner chegam ao Brasil para participar, no dia seguinte, da cerimônia de comemoração da Independência. (Valor Econômico)

ALIMENTOS: Governo precisa aumentar estoques públicos, diz especialista 

O Ministério da Agricultura precisa voltar a investir na formação de estoques públicos de alimentos para ter capacidade de intervenção nos preços em caso de crise. A avaliação é do conselheiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Guilherme Costa Delgado."A Conab não pode ser um órgão apenas declaratório, que não tem instrumentos físicos para atuar. Não se pode substituir a função de garantidor de última instância de setores sensíveis, como os alimentos. Não se pode deixar trigo, milho, arroz e feijão ao livre jogo do mercado e as pessoas sujeitas a crises", afirmou.
Previsão de aumento - Atualmente, os estoques públicos de alimentos estão em níveis muito baixos. No Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, o governo propõe o aumento de 1,5 milhão de toneladas para 6 milhões de toneladas estocadas. A aquisição se concentraria principalmente em arroz (1,6 milhão de toneladas) e milho (4,1 milhões de toneladas), com mais 200 mil toneladas de trigo e 100 mil de feijão. O custo dessa operação gira, segundo cálculos da Conab, em torno de R$ 3,8 bilhões. Entretanto, Delgado ressalta que é preciso tratar o tema politicamente, para que, no momento certo de compra a preços mais acessíveis, tanto o Ministério do Planejamento como o Tesouro Nacional estejam prontos para liberar os recursos. "Além dos anúncios, é preciso ter as dotações orçamentárias".
Exportações - O conselheiro criticou o peso colocado sobre as exportações do agronegócio para equilibrar a balança de pagamentos brasileira. Segundo ele, isso gera pressão para que o setor cresça a taxas elevadas e acaba desequilibrando a oferta interna de alimentos. "Na verdade, acho que esse é o principal problema nosso. É uma equação equivocada, porque o setor primário da economia, o setor agrícola, não tem essa função estrutural de equilibrar a conta corrente. A conta corrente é do conjunto. São as exportações industriais, as exportações de serviços que têm que ter uma performance mais equilibrada."
Conab - Delgado participou na terça-feira (05.08), como palestrante, de encontro promovido pela Conab para tratar de temas contemporâneos da produção agrícola nacional. Segundo Wagner Rossi, presidente da estatal, ao final do encontro, que vai até hoje (06), será elaborado um texto com as contribuições dos participantes. O documento servirá de base para o trabalho da companhia. (Agência Brasil)

VITIVINICULTURA: Setor vive quadro alarmante, diz Micheletto 

"O setor vitivinícola vive uma situação de angústia com o quadro alarmante e os números aqui apresentados", disse o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) ao participar ontem (05.08) da audiência pública promovida pelas Comissões de Agricultura, e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara Federal para debater a crise da vitivinicultura nacional. Segundo o parlamentar, o setor enfrenta a concorrência dos países do Mercosul, importações crescentes, o contrabando, baixo consumo do produto nacional, pesada carga tributária, entre outros fatores que dificultam a produção e a comercialização de vinhos e derivados no Brasil. "Além desses problemas, corremos o risco também de estar tomando veneno pela adulteração do produto de boa qualidade que se transforma em sangrias e coquetéis."
Ausências - Micheletto criticou a ausência de representantes dos Ministérios da Fazenda, da Agricultura e da Saúde. "Como discutir contrabando, falta de fiscalização e qualidade do vinho sem a participação desses ministérios?", indagou. Folheto distribuído na audiência pelos representantes do segmento vitivinícola mostra que o setor amarga a possibilidade de não absorver a próxima safra por não ter onde colocar o vinho. O excedente deste ano é de 100 milhões de litros. Outro problema apresentado na reunião é a entrada dos importados que já ocupam 80% do mercado nacional de vinhos finos e espumantes. (Imprensa parlamentar)

PEDÁGIO: Osmar Dias pede aprovação de projeto que abre contas de concessionárias 

O senador Osmar Dias (PDT-PR) pediu aos senadores que aprovem projeto de sua autoria (PLS 23/2000), já votado pelos deputados, que exige a publicação de informações das concessionárias que exploram pedágios de rodovias no país. Com os números, ele acredita que acabará "esse debate interminável" sobre se o pedágio está caro ou não. Os dados terão de ser publicados mensalmente na imprensa oficial do estado e entregues a qualquer cidadão que vier a solicitá-los. O projeto foi aprovado recentemente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que concordou com uma emenda apresentada pelos deputados, os quais decidiram incluir as companhias de telefones entre as concessionárias que devem divulgar informações sobre faturamento, investimento e outros gastos.
Promessas - "No Paraná, o governo prometeu nas duas campanhas eleitorais acabar com o pedágio das rodovias. Já caminhamos para a metade do segundo governo e nada aconteceu. Existem mais de 30 ações na justiça contra o pedágio, mas eu, como quase todo mundo, não acredito mais em fim de pedágio. Por isso, o meu projeto será o início da solução para a discussão sobre os valores dos pedágios", afirmou o senador. Osmar Dias lembrou que foi favorável à concessão de rodovias para exploração por empresas privadas, desde que elas façam boa manutenção e novos investimentos. Entende que o Estado brasileiro não tem condições de manter, melhorar e construir rodovias. Na opinião do senador, o caminho agora é fiscalizar as contas das concessionárias para ver se elas estão ou não exagerando nas cobranças de pedágio. (Agência Senado)

FISCALIZAÇÃO: Prorrogado prazo da consulta pública para novo texto do Riispoa 

Para atender solicitações de associações e sindicatos de empresas submetidas à fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF), o prazo da consulta pública para revisão do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) foi prorrogado para 15 de setembro de 2008. O prazo terminaria nesta sexta-feira (8). As sugestões para o melhoramento da proposta do texto do novo Riispoa devem ser fundamentadas técnica e cientificamente e encaminhadas para o endereço eletrônico: dipoa.riispoa@agricultura.gov.br. (Imprensa Mapa)

SAFRA: Conab termina levantamento de cana-de-açúcar 

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terminam, nesta semana, pesquisa de campo do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar 2008/2009. O resultado será divulgado no dia 28 de agosto, com um único indicador. O primeiro levantamento, realizado em abril, apontou que a produção nacional de cana-de-açúcar poderia variar de 558,1 a 579,8 milhões de toneladas. Para estimar a quantidade do produto que será esmagado pelo setor sucroalcooleiro, 50 técnicos da Conab estão percorrendo as principais regiões produtoras do País, desde o dia 27 de julho. No estudo serão consideradas a preparação da colheita na Região Norte-Nordeste, que começa em setembro e segue até fevereiro, e o percentual do produto que é moído nas lavouras dos Centro-Sul. Mais informações pelo endereço eletrônico: www.conab.gov.br. (Imprensa Mapa, com informações da Conab).

SOJA: Tempestade Edouard pode espalhar ferrugem asiática nos EUA 

As tempestades e os ventos de 104 quilômetros por hora provocados pela tempestade tropical Edouard podem espalhar os esporos do fungo da ferrugem asiática para lavouras no interior dos Estados Unidos. Neste ano, a doença foi encontrada em 27 condados de 12 estados ao longo da costa do Golfo do México, número que é menos da metade do encontrado na mesma época do ano passado na região. "Por causa do Edouard, há chances de a doença ser transportada mais para o norte, no Kansas e sul de Nebraska", informa o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em um relatório publicado em sua página na internet. A tempestade chegou ao continente nessa terça-feira (5) entre Galveston, no Texas, na divisa com a Louisiana.
Estimativa de perdas - Embora a ferrugem nunca tenha causado grandes estragos nas lavouras americanas de soja, o Serviço de Estudos Econômicos do USDA, calcula que as perdas potenciais poderiam ficar entre US$ 200 milhões e US$ 2 bilhões, dependendo da severidade e da extensão dos focos. A doença é causada pelo fungo Phakospora pachyrhizi e causa a desfolha prematura da planta, reduzindo drasticamente a produtividade das lavouras. As informações são da Dow Jones. (Agência Estado)

CAFÉ I: Seab vai negociar apoio à cafeicultura 

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento vai negociar com o governo federal a liberação de recursos para apoiar a cafeicultura paranaense, que está atingindo padrão de qualidade, reconhecido nacionalmente. O projeto, no valor de R$ 400 mil, foi apresentado pelo presidente da Associação dos Cafeicultores de Apucarana, Shigueo Yamamoto, ao secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo Bianchini, parte dos recursos solicitados serão negociados diretamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tem disponível uma linha de crédito em apoio à cafeicultura. Outra parte pode ser complementada com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e Programa de Geração de Renda (Proger) Rural, com juros de 2% ao ano. "Uma terceira linha de apoio será a negociação com o governo federal do repasse de equipamentos beneficiadores do café em poder do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC) para associação ou cooperativa de cafeicultores", explicou Bianchini.
Habilitação - A Associação dos Cafeicultores de Apucarana, com 130 produtores associados, pode se habilitar a receber esses equipamentos que mecanizam o beneficiamento e a colheita do café. Para isso, Bianchini solicitou o levantamento dos equipamentos existentes, a situação em que se encontram tecnicamente e se é viável a adaptação nas lavouras. "Se esses equipamentos forem viáveis, vamos negociar esse repasse", garantiu o secretário. O presidente da associação disse ao secretário que precisam do apoio dos governos estadual e federal porque apesar de ano de safra cheia, a rentabilidade do café está muito baixa. "Com os equipamentos do IBC vamos conseguir agregar valor à produção e explorar os nichos de mercado dos café com qualidade", justificou Yamamoto. (Imprensa Seab)

CAFÉ II: Minas e Paraná agregam valor ao café 

A mistura de café paranaense com o grão mineiro tem sido a estratégia comercial de cafeicultores do Paraná para agregar valor ao produto. Esta é a afirmação de Claudinei Fávaro, presidente da Associação dos Cafeicultores de Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana). O Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná, aponta que o Estado vem contabilizando primeira e segunda colocações em qualidade e degustação nos dois últimos anos, respectivamente. Atualmente, preferido entre entendidos no assunto.
Estratégia - "O café mineiro tem maior valorização no mercado do que o do Paraná", afirma Fávaro. Segundo ele, os produtores decidiram misturar o café do Paraná com o mineiro para valorizar economicamente o produto. "Nosso café não deixa nada a dever ao café mineiro. Mas esta mistura acrescenta até 30% a mais no preço do café paranaense", informa. A diferença entre o mineiro e o paranaense, segundo ele, está no sabor adstringente que o café de Minas tem, apresentando aromas de terra, mofo e folhas verde. A região de Jandaia, com 1,48 mil cafeicultores chega a processar 100 mil sacas.
Produção - O Paraná deve produzir este ano 2,5 milhões de sacas de 60 quilos cada. O maior produtor é Minas Gerais, com 20 milhões de sacas, seguido por Espírito Santo (10 milhões); e São Paulo (3,5 milhões). Mas nem sempre foi assim. Na década de 60, o Paraná estava em primeiro lugar com uma produção de 24 milhões de sacas, o que correspondia a 60% do total colhido. O coordenador do Deral, Paulo Franzini, explica que o Estado deixou de ser o primeiro produtor devido ao avanço de outras culturas. Para Franzini, a fama de maior produtor acabou reforçando um consenso de que o Estado produzia quantidade e não qualidade.
Produtividade - A produção no Paraná nunca foi uniforme no tamanho dos grãos e das floradas, devido a períodos de muita chuva, conta Franzini. No entanto, nos anos 90 o Estado desencadeou o Plano Revitalização do Café, visando aumentar a produtividade por área plantada, reduzir custo e diversificar os tipos de café plantados. Nos anos 2000, conta Franzini, o Estado iniciou o Programa Café Qualidade do Paraná, visando reverter a imagem negativa do café paranaense.
Concurso - Em 2002, foi aberto, nacionalmente, pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (ABSCA), o primeiro concurso para os melhores cafés do Brasil, tendo como júri degustadores internacionais. O Paraná conquistou em 2006 o primeiro lugar, sendo que Minas Gerais ficou em 3º no mesmo concurso. No ano passado, o Paraná pegou em 2º, perdendo para a Bahia. Atualmente, o Brasil é o primeiro consumidor do produto, com 18 milhões de sacas, outros 30 milhões o país exporta. O café consumido pelos países que importam do Brasil, é o tipo 6, conhecido por bebida dura. O melhor café é conhecido por suave, existente na Colômbia. O extremamente mole é muito comum no cerrado mineiro. A bebida dura ou encorpada é comum no Paraná. (Folha de Londrina)

COMMODITIES I: Milho no mercado futuro dos EUA fecharam ontem mais uma vez em alta 

Os preços do milho no mercado futuro dos EUA fecharam ontem mais uma vez em alta, influenciados pelo clima favorável nas plantações do Meio-Oeste americano. Na esteira do desempenho do mercado do trigo, que encerrou o dia em alta, o milho chegou a ser negociado em alta durante a sessão, mas, sem sustentação adicional, a liquidação de contratos prevaleceu. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, contudo, acreditam que o período mais forte de liquidação de contratos de milho já ficou para trás. Os papéis de milho com vencimento em dezembro encerraram em baixa de 10,50 centavos de dólar, a US$ 5,45 centavos de dólar. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos registrou baixa de 0,56%, para R$ 25,34, de acordo com o indicador Esalq/BM&F. (Valor Econômico)

COMMODITIES II: Maior oferta de trigo derruba cotação
 
A queda dos preços do trigo no mercado interno em entressafra preocupa o produtor, que se prepara para uma colheita recorde de 5,2 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Paraná, os preços caíram 17% em 30 dias, para R$ 32,73 a saca de 60 quilos, ou R$ 545,50 a tonelada. No Rio Grande do Sul, a Emater registra recuo de 3%, para R$ 31,04/saca (R$ 517/tonelada). A pressão vem da maior produção mundial de trigo, estimada pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC) em 662 milhões de toneladas, 54 milhões de toneladas mais que em 2007. Nos EUA, os contratos de trigo hard e soft caíram 8% em julho. O setor produtivo reconhece que, no auge da colheita, em setembro/outubro, os preços dificilmente estarão acima do valor mínimo de garantia fixado pelo governo, de R$ 28/saca ou R$ 466/tonelada.
Expectativa - "Essa queda de preço preocupa porque o produtor plantou esperando vender trigo acima dos R$ 500 a tonelada", diz o assessor econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra. O assessor técnico da Emater-RS, Ataides Jacobsen, concorda: "Receio que teremos dificuldade com o trigo este ano." Paraná e Rio Grande do Sul, com 90% da safra nacional, ampliaram a área este ano. Além da produção nacional, que começa a ser ofertada no fim do mês, a indústria terá uma oferta adicional de 900 mil toneladas de trigo argentino. Até o fim de agosto estão previstos mais desembarques de trigo americano e canadense, adquirido dentro da cota de 2 milhões de toneladas sem Tarifa Externa Comum (TEC). E, em novembro, a Argentina colhe nova safra, estimada em 14 milhões de toneladas, para um consumo interno de 6 milhões de toneladas. No Brasil, o consumo de trigo é de 10 milhões de toneladas/ano.
Superoferta - "Haverá superoferta de trigo no segundo semestre", prevê o diretor-presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih. Para ele, os preços internos vão cair e a situação será "mais dramática" para o produtor gaúcho, que produz essencialmente trigo soft, usado pela indústria de massa alimentícia. Segundo Pih, considerada a produção gaúcha e do sudoeste paranaense, "serão 2,5 milhões de toneladas de trigo soft, quando a demanda brasileira para este tipo é de 1,5 milhão de toneladas." Para o moageiro, o excedente deverá ser exportado, sob pena de pressionar mais os preços internos. (Estadão)

ANÁLISE ECONÔMICA: Alta dos juros emperra crescimento da economia 

O mercado financeiro aposta que o Banco Central vai manter a política de aumento de juros até o fim do ano para tentar controlar a inflação. No levantamento semanal realizado pelo Banco Central, os analistas consultados elevaram de 14,25% para 14,75% a estimativa da Selic, taxa básica de juros da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 13%. Apesar do aperto que o governo federal tem realizado nos juros, a estimativa de inflação oficial do País para fechar 2008 está em 6,54%. O percentual está muito acima do centro da meta estabelecido pelo BC de 4,5%.
Desaceleração - Os especialistas ouvidos pela FOLHA acreditam que a alta dos juros será um remédio amargo e trará como consequências a desaceleração da economia, o aumento da dívida interna do País, a queda do consumo, a redução do número de postos de trabalho, a elevação do custo do crédito para o consumidor e a diminuição dos investimentos por parte das empresas. O coordenador do curso de Economia da UNIFAE (Centro Universitário Franciscano do Paraná), Gilmar Mendes Lourenço, acredita que a inflação feche 2008 em 7%. Para ele, a alta dos juros tem um efeito inócuo em uma inflação de custos como a que acontece no Brasil, provocada pela elevação das commodities no mercado internacional. ''O País não tem inflação de demanda'', disse. ''O governo se precipitou em aumentar a taxa de juros'', afirmou. Ele acredita que isso pode provocar efeitos maléficos como a desaceleração da economia e do investimento das empresas, aumento da dívida interna, queda do consumo e encarecimento das operações a prazo.
Redução consumo e nível de emprego - Para ele, o BC poderia diminuir os juros, o que reduziria os gastos financeiros e os gastos desnecessários do governo. Com a alta dos juros, deve haver uma redução do ritmo de consumo e do nível de emprego. Lourenço recomenda cautela aos consumidores com a redução das compras no crediário e do uso do cheque especial e do cartão de crédito. ''A renda das pessoas não vai acompanhar a elevação do custo financeiro'', disse. Por isso, o risco de endividamento excessivo e, por consequência, de inadimplência é maior.
Inflação e salário - ''Quem perde é o trabalhador que depende da recuperação do salário. A inflação corrói o poder de compra'', disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR), Roni Anderson Barbosa. Apesar da situação da economia do País, ele disse que as centrais sindicais vão manter a política de buscar aumentos reais para os salários. Para Barbosa, o aumento dos juros levará o setor produtivo a ter mais dificuldade para pagar os empréstimos e realizar menos investimentos. Isso pode levar a uma menor geração de empregos.
Redução só em 2009 - O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, acredita que o impacto do aumento dos juros deve ocorrer dentro de seis a nove meses na economia. Desta forma, a redução na inflação deve ocorrer só em 2009. Com o aumento dos juros, ele prevê redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do custo do crédito e redução dos investimentos, o que levaria à queda na geração de empregos. (Folha de Londrina)

PESQUISA IPEA: 3 milhões de pessoas saíram da pobreza em 6 anos 

Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que 3 milhões de pessoas saíram da pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do País entre os anos de 2002 e 2008. Foram pesquisadas as cidades de Recife, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A taxa de pobreza nessas seis regiões caiu de 32,9% para 24,1% no período. As pessoas consideradas pobres em 2002 eram 14,352 milhões e agora somam 11,356 milhões. O número de novos ricos aumentou 28,1 mil entre 2002 e 2008. Em 2002 as pessoas consideradas ricas nas seis regiões correspondiam a 448,4 mil. Agora, em 2008, somam 476,596. Apesar disso, a participação de ricos no total da população nessas seis regiões metropolitanas permanece estável em 1%.
Critérios - Para a pesquisa, o Ipea define como pessoas pobres aquelas que têm renda per capta igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 207,50). As pessoas ricas são aquelas pertencentes a famílias cuja renda seja igual ou maior do que 40 salários mínimos (R$ 16,6 mil). "O Brasil está deixando de ser um país de pobreza absoluta para ser um país de pobreza relativa, diminuindo a distância entre o topo e a base da pirâmide", afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.
Crescimento econômico - Segundo ele, a diminuição da taxa de pobreza nessas seis regiões metropolitanas, que correspondem a 1/4 da população brasileira e 2/5 do Produto Interno Brito (PIB) reflete o resultado do crescimento econômico, com maior número de empregos e renda. Na avaliação de Pochmann, os programas de transferência de renda também contribuíram para esse resultado, assim como o aumento do salário mínimo. Ele ressaltou, no entanto, que a pesquisa capta basicamente a renda oriunda dos rendimentos do trabalho e a aposentadoria.
Repasses - Segundo o presidente do Ipea a pesquisa mostra que os ganhos de produtividade não estão sendo repassados ao salário. "É preciso estar atento para o fato de que o mundo do trabalho ainda não é capaz de repassar ao trabalhador parte significativa dos ganhos obtidos nos últimos ganhos", disse Pochmann. Isto porque, segundo ele, os ricos estariam "capturando" o crescimento da produtividade. A região metropolitana de Belo Horizonte foi a que apresentou a maior queda no numero de pessoas pobres. A taxa de pobreza caiu de 38,3% da população, em 2002, para 23,1% da população em 2008. Por outro lado Recife e Salvador apresentaram as maiores taxas de pobreza: Recife com 43,1% e Salvador com 37,4%.
Indigentes - A pesquisa também mostrou um avanço maior na redução do número de indigentes nessas seis regiões metropolitanas. Em 2002 5,562 milhões pessoas eram consideradas indigentes e em 2008 caiu para 3,123 milhões. A indigência, na pesquisa, é quem vive com até 1/4 do salário mínimo. (Gazeta do Povo)

PESQUISA FGV: Classe média passa a ser maioria no Brasil, aponta pesquisa 

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (5) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta o crescimento da classe média brasileira nos últimos dez anos. Essa categoria - que, segundo a FGV, inclui famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 e é denominada como "classe C" - reuniu 51,89% da população em 2008, dez pontos percentuais a mais do que os 42,26% registrados em 2004. Dentro do cálculo da FGV, em igual período, houve aumento de 4 pontos percentuais dos brasileiros de "classe alta", com as famílias que ganham mais de R$ 4.591 - entre 2004 e 2008, este contingente cresceu de 11,61% para 15,52% da população. Já os brasileiros classificados como "classe baixa", com famílias que ganham menos de R$ 1.064, caiu de 46,13% para 32,59% da população brasileira.
Dados utilizados - A Fundação compilou dados do Ministério do Trabalho e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram a redução da pobreza em 13,5 pontos percentuais entre 2002 e 2008 em seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador). De acordo com o economista Marcelo Neri, que apresentou o estudo, a redução da pobreza se intensificou depois de 2004, embora a redução da desigualdade de renda no país já pudesse ser percebida antes disso.
Trabalho - Neri ressaltou que a redução da pobreza e o crescimento da classe média são reflexo direto do aumento do emprego com carteira assinada - neste ano, a criação de empregos bateu recorde no semestre, segundo o Ministério do Trabalho. Agora, diz o economista, o novo desafio para o Brasil é o iminente "apagão de mão-de-obra", ou seja, a falta de trabalhadores qualificados para os empregos que estão sendo criados. "Mesmo com a crise externa, o Brasil vive um momento fantástico. Há uma diminuição da desigualde e um crescimento da classe média, que esteve estagnada nos últimos 20 anos", ressaltou Neri, durante a divulgação da pesquisa, ressaltando que a classe média é "o motor do crescimento e da prosperidade das sociedades". (Gazeta do Povo)

AGENDA: Fórum dos Jornalistas e Comunicadores em Curitiba 

O Sistema Ocepar/Sescoop-PR promove nos dias 07 e 08 de agosto, em Curitiba, o Fórum dos Jornalistas e Comunicadores das Cooperativas Paranaenses. O encontro visa o aperfeiçoamento pessoal dos profissionais de comunicação das cooperativas, além da integração entre os profissionais e debate de questões de interesse profissional.
Programação - Na quinta-feira (07.08), será realizado o workshop Qualidade de Vida e Equilíbrio na Vida Moderna. Os trabalhos serão conduzidos pelo consultor Maurino Veiga, que no período da manhã fará as seguintes abordagens: a importância do equilíbrio na vida moderna; a administração de conflitos e emoções em situações de pressão; e felicidade, o caminho para prosperidade. No período da tarde, os temas abordados pelo consultor serão: a importância dos desafios no dia-a-dia; a importância de celebrar; pró-atividade e iniciativa: ferramentas para o sucesso; autoconhecimento como ferramenta para administrar o stress e a ansiedade.
Prêmio de Jornalismo - Na sexta-feira, o dia será dedicado ao debate de temas de interesse dos profissionais. Também serão apresentados os resultados da Pesquisa de Opinião sobre o Cooperativismo, realizada pelo Sistema Ocepar, e a Campanha de Marketing Institucional 2008. Durante o almoço de encerramento, o destaque será o lançamento do V Prêmio Ocepar de Jornalismo.
Inscrição - As inscrições para o Fórum devem ser efetuadas pelo Agente de Desenvolvimento Humano da Cooperativa por meio do site www.ocepar.org.br. Caso a cooperativa não tenha um agente, é preciso entrar em contato com o Sescoop-PR (rodolfo@ocepar.org.br). É necessário também confirmar a inscrição com Cleide de Paula, pelo telefone (41) 3200-1151 ou e-mail cleide@ocepar.org.br, com cópia para imprensa@ocepar.org.br
Agroleite quer reunir 750 animais
A Agroleite 2008, a ser realizada pela cooperativa Castrolanda entre 12 e 16 de agosto, deve expor cerca de 750 animais de várias raças. Em época de alta procura por vacas leiteiras, os organizadores encontram certa dificuldade para reunir tantas cabeças. A expectativa é que 50 mil pessoas passem pelo local do evento, o Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro, a 150 quilôme-tros de Curitiba, na Região dos Campos Gerais. Além da cadeia leiteira, as palestras da Agroleite vão abordar a produção de grãos, a suinocultura e a integração lavoura- pecuária. O leilão das raças holandesa, pardo-suíça, jérsei e simental está marcado para dia 15, às 20h45. Informações: www.agroleitecastrolanda.com.br
Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
Entre 13 e 15 de agosto acontece em Chapecó o I Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e II Seminário Regional da Abraves - SC. O evento é destinado a médicos veterinários, zootecnistas, agrônomos das agroindústrias e cooperativas, técnicos de inseminação e gestores de UPL. O simpósio abordará as demandas sanitárias, nutricionais, de manejo e de biosseguridade das agroindústrias e cooperativas. O Simpósio ocorrerá no Centro de Cultura e Eventos Plinio Arlindo de Nes, localizado na rua Assis Brasil, 20D - Centro. As inscrições podem ser feitas pelo site: http://nucleovet.com.br/novosite/simpsui/index.php
Congresso Nacional de Milho e Sorgo
"Agroenergia, Produção de Alimentos e Mudanças Climáticas: Desafios para Milho e Sorgo", é o tema o XXVII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que acontece de 31 de agosto a 03 de setembro, no Centro de Exposições e Eventos de Londrina. O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Milho e Sorgo, e será realizado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo. Realizado desde 1950, o Congresso é considerado referência na divulgação de inovações tecnológicas para todo território nacional. Entre seus objetivos, destaca-se a permanente busca por novas e eficientes soluções para as culturas do milho e sorgo, visando superar os desafios que se apresentam no cenário nacional e internacional. Informações pelo e-mail cnmslondrina@fbeventos.com.br, telefone (43) 3025-5121 ou pelo site www.cnmslondrina.com.br
Corecon-PR promove o XIII Enesul
O Conselho Regional de Economia 6.ª Região Paraná - Corecon PR, será o responsável este ano pelo XIII Enesul - Encontro de Economistas da Região Sul, evento realizado anualmente por um dos Conselhos Regionais de Economia da Região Sul do Brasil. O XIII Enesul acontecerá nos dias 15 e 16 de agosto, no Auditório da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu. Informações (41) 3336-0701, e-mail corecon-pr@corecon-pr.org.br

 
   

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