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- Saiba quem venceu o Concurso de Produtividade da Cocamar
- Produtores argentinos retomam protesto hoje contra o governo
- Fica mais fácil para renegociar dívida rural
LARANJA
Cocamar anuncia vencedores de Concurso de produtividade
Izaías Schelive, de Presidente Castelo Branco, obteve a maior média: 1.417 caixas por hectare na safra 2007/08
Os vencedores do 6° Concurso de Produtividade de Laranja (safra 2007/2008) promovido pela Cocamar foram conhecidos e premiados na noite do último dia 14 durante evento em Paranavaí.
Realizado em três categorias, o Concurso contou com o apoio das empresas Bayer CropsCience, Basf, DuPont e Syngenta. Na primeira, com pomares de até 15 hectares, os ganhadores foram Izaías Schelive (1° lugar), de Presidente Castelo Branco; Pedro Fernandes (2°), de Floraí; e Francisco Geovani de Araújo (3°), de Paranavaí. Na segunda, com áreas de 15,1 a 40 hectares, venceram Maurício Gardin (1° lugar), de Paranacity; João Antonio Piga (2°), de Paraíso do Norte; e Mauro Shigueo Noda (3°), de Maringá. Na terceira, com cultivo acima de 40,1 hectares, os ganhadores foram Reginato Péricles Baggio e Rogério Magno Baggio (1° lugar), de Floraí; Takeo Ninomiya (2°) de Nova Esperança, e Fumio Furukita (3°), de Floraí.
Dos 9 premiados, a maior média de produtividade foi obtida por Izaías Schelive, com 1.417 caixas por hectare, ou 57,8 toneladas. O técnico agrícola Júnior Cezar Costa, de Nova Esperança, que presta assistência a Schelive, também recebeu premiação.
POMARES SADIOS
Durante a solenidade de abertura, o vice-presidente da Cocamar, José Fernandes Jardim Júnior, ressaltou a importância de os produtores cumprirem rigorosamente a orientação dos técnicos, preservando assim a saúde de seus pomares. Ele lembrou o avanço do greening em pomares paulistas e também na Flórida, nos Estados Unidos. Pronunciando-se em seguida, o coordenador de citricultura da cooperativa, engenheiro agrônomo Leandro César Teixeira, disse que a Cocamar foi a primeira no Estado a fazer uma inspeção minuciosa e periódica nos pomares, para detecção da doença. Cerca de 300 pessoas, entre produtores, familiares, técnicos e convidados participaram do evento, na Associação dos Funcionários da Fábrica de Suco. (Flamma)
SEM ACORDO
Produtores argentinos retornam aos protestos hoje contra o governo
Associações agropecuárias da Argentina voltarão a manifestar hoje seu descontentamento com a política do governo, em meio à queda dos preços internacionais dos grãos e pressão do Fisco argentino. A Federação Agrária, a mais combativa das associações rurais do país, mobilizará seus associados nas rodovias das províncias de Santa Fe e Entre Ríos, com a advertência de que "o tempo está se esgotando" para negociar uma solução para a perda de rentabilidade do setor, entre outros problemas.
A principal manifestação será em Villa Constitución, a 250 quilômetros de Buenos Aires.
O ato ocorrerá um mês depois de o Senado ter rejeitado o projeto de lei de tributação defendido pela presidente Cristina Kirchner, cuja implantação na forma de decreto desatou quatro greves comerciais, manifestações e bloqueio de estradas, que os ruralistas promoveram entre março e junho.
O polêmico projeto criava impostos móveis sobre as exportações de grãos, mas foi anulado no dia 17 de julho, com voto de desempate do vice-presidente do país, Julio Cobos, o que acabou gerando uma crise política séria dentro do governo.
- O ato é uma advertência. O prazo se esgota - disse o presidente da Federação Agrária, Eduardo Buzzi, referindose à falta de resposta do governo aos pleitos do campo. (O Globo)
RENEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS
Medida sofre mudançase governo bate o pé
A medida provisória da renegociação das dívidas agrícolas foi o resultado de um ano de negociações entre o governo, lideranças do setor e parlamentares. Mesmo assim, sofreu mudanças importantes na votação da câmara de deputados.
A medida provisória prevê a renegociação de um total de 75 bilhões de reais. A câmara dos deputados aprovou o documento com algumas emendas, basicamente elas mexem com 10% do total. São os compromissos inscritos na dívida ativa. Ou seja, aqueles que já podem ser executados judicialmente pelo governo.
Para estes casos, o prazo de adesão que era maio de 2009, passa para dezembro de 2009.
Para fazer a renegociação, no texto inicial da ANP, o agricultor era obrigado a desistir das ações judiciais que tem contra a união. Os deputados eliminaram esta exigência.
A taxa de juros seria cobrada com base na selic, ou seja, 13% ao ano. A Câmara trocou a selic pela TJLP, que é menos da metade, 6,25% ao ano.
O Ministério da Fazenda não concorda com estas mudanças, principalmente com a taxa de juros
O primeiro projeto foi aprovado na câmara e agora segue para o senado. Os senadores têm até o dia 08 de outubro para examinarem o documento. Se ele não for aprovado até lá, perde a validade.
Os agricultores que têm dívida e precisam de um novo crédito para o custeio, possivelmente não vão poder esperar pela definição do Congresso. Por isso, o Ministério da Fazenda recomenda que eles procurem imediatamente o banco para fazerem o acerto. Isso porque a única questão que está fazendo controvérsia é a renegociação dos compromissos inscritos na dívida ativa da união. O prazo para adesão é 30 de setembro. (Globo Rural, hoje)
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