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PRÊMIO OCEPAR: Lançamento regional reúne imprensa de Maringá e Campo Mourão
O papel da imprensa no desenvolvimento do cooperativismo foi novamente lembrado nesta quinta-feira (21.08), em Maringá e Campo Mourão, durante os eventos de lançamento regional do Prêmio Ocepar de Jornalismo. Em Maringá o evento reuniu no Hotel Mabu Ingá, 32 profissionais de diversas emissoras de TV, rádio e jornal. O evento contou com a presença do diretor da Ocepar, Luiz Lourenço, que também responde pela presidência da Cocamar, do presidente do Sicredi Maringá, Wellington Ferreira, do presidente da Unimed Maringá, Dr. Durval Francisco dos Santos Filho, e do chefe regional do Núcleo da Secretaria Estadual da Agricultura, Renato Machado. Em seus discursos, os dirigentes cooperativistas enalteceram a realização do prêmio e lembraram que a iniciativa é um reconhecimento ao trabalho da imprensa, já que a veiculação de matérias contribui para aumentar a percepção da população em relação ao cooperativismo. Também destacaram a importância das novas categorias especiais (Crédito e Saúde), dois dos ramos que mais crescem dentro do cooperativismo.
Campo Mourão - Em Campo Mourão, o lançamento do Prêmio Ocepar de Jornalismo reuniu 45 participantes entre jornalistas e profissionais de cooperativas. José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo e diretor da Ocepar representou a Organização das Cooperativas na ocasião. Gallassini destacou a importância do evento por propiciar uma aproximação entre o setor cooperativista e a imprensa da região. O presidente motivou os presentes a participarem do Prêmio Ocepar afirmando a importância da produção de matérias para a divulgação das ações do cooperativismo. O dirigente elogiou ainda o Sistema Ocepar, Sicredi Paraná e Unimed Paraná pela promoção de um prêmio para reconhecer o trabalho dos profissionais de imprensa e comunicação. Para Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri essa iniciativa é também uma forma de reconhecer o valor dos jornalistas que acompanham o setor. Basso comentou também o peso do sistema cooperativista no desenvolvimento econômico e social do Estado. A Unimed Campo Mourão esteve representada no evento pela gerente administrativa Marlene Kohts.
Eventos Regionais - Os lançamentos regionais do Prêmio Ocepar de Jornalismo já reuniram cerca de 130 participantes entre comunicadores e jornalistas. Amanhã (22.08) acontece o lançamento em Curitiba, na sede do Sistema Ocepar, a partir das 11h30. Na terça-feira da próxima semana (26/08) em Francisco Beltrão as 11h30, no dia seguinte, 27/08, em Cascavel as 09h00 e dia 28/08, em Foz do Iguaçu as 11h00, com a presença do diretor da Ocepar, Manfred Dasenbrock, que também presidente o Sicredi Paraná.
RAMO CRÉDITO: Credicorol, 25 anos
Com a participação de autoridades, representantes do sistema financeiro e associados, a Credicorol Cooperativa de Crédito Rural comemorou na quarta-feira (20), 25 anos de fundação. Seus 27 sócios-fundadores foram homenageados durante jantar realizado na sede recreativa da Arcol, em Rolândia. Renato Beleze, presidente da Confepar e Diretor da Ocepar, representou a entidade durante a cerimônia. O presidente da Credicorol, Eliseu de Paula, lembrou que essa instituição de crédito foi criada para proporcionar assistência financeira aos cooperados da Corol Cooperativa Agroindustrial. Com sede em Rolândia, a Credicorol possui atualmente vinte e dois postos de atendimento localizados na região norte do Paraná.
Trajetória - Hoje a Credicorol conta com mais de 3 mil associados e vem, por meio de seus serviços, fomentando a produção e a produtividade rural, bem como o cooperativismo, através da ajuda mútua, da economia sistemática e do uso adequado do crédito. Diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, disse que a Credicorol constituiu nesses 25 anos um histórico de credibilidade. "Não são apenas crédito e máquinas que estão envolvidos nessa empresa, mas acima de tudo pessoas de caráter comprometidas com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro", destacou o diretor do BB. Falando em nome dos fundadores da Credicorol, José Aparecido Bisca, disse que "a Credicorol cresceu e passou a oferecer uma série de serviços aos seus associados, tornando-os menos dependentes do sistema financeiro", explicou. (Com informações Imprensa Credicorol)
COASUL: Termo de Cooperação com BRDE facilita acesso ao crédito para o produtor
A Coasul Cooperativa Agroindustrial e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo sul (BRDE) assinam na noite de hoje (21.08), um Termo de Cooperação Técnica que visa facilitar o acesso ao crédito para produtores rurais integrados no projeto avícola da cooperativa. A solenidade de assinatura do Termo acontecerá no Centro Comunitário Monsenhor Raymundo, e contará com a presença do superintendente do Sistema Ocepar/Sescoop-PR, José Roberto Ricken. Segundo o presidente da Coasul, Paulino Capelin Fachin, a parceria com o BRDE marcará oficialmente o início das atividades do projeto avícola da cooperativa.
Repasse de recursos - A parceria com o BRDE consiste na intermediação da Coasul no repasse dos recursos que serão financiados pelos futuros avicultores integrados com a Coasul. O acordo estabelece que a cooperativa mantenha em seu quadro técnico, uma equipe que atuará na operacionalização do repasse dos recursos. A verba será repassada do BRDE para a Coasul, que realiza todas as exigências burocráticas para a liberação dos recursos para cada produtor. "Não haverá nenhum outro banco intermediando esse processo, o que vai agilizar muito as operações. A Coasul também se torna avalista das operações realizadas com essa finalidade", explica Fachin.
Aviários - Na primeira fase, o projeto avícola da Coasul prevê a instalação de 11 aviários nas propriedades de cooperados, sendo oito deles com dimensões 16m x 150m e os outros 3 com 36m x 150m. Com essa estrutura de produção inicial, haverá capacidade de alojamento para 566.400 aves. Segundo o médico veterinário Joares Gobbi, responsável pelo fomento avícola, o retorno do investimento nas duas modalidades acontecerá entre 7 a 9 anos. Os primeiros lotes produzidos (até o abatedouro ficar pronto) serão abatidos pela Coopavel, a partir de janeiro/2009. O convênio firmado entre as duas cooperativas vai possibilitar que os novos avicultores adquiram experiência na nova atividade antes de sua produção ser destinada ao abatedouro da Coasul, além de já garantir logo o início dos rendimentos da atividade. (Com informações imprensa Coasul)
COMMODITIES: Alta do petróleo e suspeitas de queda de produtividade elevam cotações
A elevação dos preços internacionais do petróleo e as suspeitas do mercado de que as enchentes no meio oeste americano, que acabaram atrasando o plantio, possam ter comprometido a produtividade das lavouras, provocaram uma alta nas commodities agrícolas. Ontem, na bolsa de Chicago, os contratos de soja com vencimento em novembro subiram 24 centavos de dólar, para US$ 13 por bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou com alta de 0,68%, a R$ 45,01, de acordo com o Índice Cepea/Esalq. No mês, o preço da saca acumula baixa de 4,05%.
Milho - Assim como ocorreu com a soja, os preços futuros do milho fecharam em alta ontem, por conta das especulações de que o atraso do plantio no milho nos Estados Unidos poderá comprometer a produtividade das lavouras. Foi o maior patamar dos contratos futuros do cereal das últimas duas semanas. Em Chicago, os contratos para dezembro fecharam a US$ 5,95 o bushel, com aumento de 10,50 centavos. Chuvas excessivas em parte do Iowa e Illinois, duas principais regiões produtoras de milho e soja dos EUA, atrasaram parte dos trabalhos, segundo informou a Bloomberg. Parte dessas lavouras teve que ser replantada. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 24,15, segundo o índice Cepea/BM&F. No mês, acumula queda de 9,25%. O recuo reflete a baixa liquidez do grão no mercado interno e as dificuldades para exportar o grão.
Trigo - A elevação nos preços do milho acabaram puxando também as cotações do trigo. Os contratos para dezembro fecharam em US$ 8,99 uma variação de 0,29 centavos de dólar por bushel em relação ao dia anterior. A saca de 60 quilos aumentou 0,64 centavos, fechando o dia de ontem a US$ 19,82. (Fonte: Getec/Ocepar)
CASTROLANDA: Agroleite Internacional 2008 alcança expectativas de faturamento e público
De 12 a 16 de agosto, Castro sediou uma das maiores feiras do setor pecuário do Brasil: a Agroleite Internacional 2008. O investimento da feira (venda de stands e quotas de patrocínio) alcançou a expectativa chegando a R$ 500 mil reais. O volume de negócios foi de R$ 9,8 milhões. Números 10% maiores do que os contabilizados no ano passado. Também o volume de visitantes foi maior: 54 mil pessoas, quatro mil a mais do que no ano passado. Visitaram o Parque Dario Macedo estudantes, pesquisadores, produtores, líderes governamentais e a comunidade em geral. A área do parque de exposição foi aumentada em 10% e o número de empresas chegou a 117, entre expositores e prestadores de serviço.
Leilão Elite - O Leilão Elite Multirraças, organizado pela empresa leiloeira Embral e transmitido ao vivo pelo canal Terra Viva, faturou R$ 442,5 mil. Participaram animais das raças Jersey, Simental, Holandesa e Pardo Suiço. A média geral foi de R$ 14 mil por animal. Dos 32 animais leiloados, a maioria era da raça Holandesa. O lote mais caro foi a grande campeã fêmea jovem de Klaas Salomons, vendido para a propriedade Boa Fé, em Minas Gerais, por R$ 36 mil. Cerca de 500 pessoas participaram do leilão.
Troféu Agroleite - Baseado no triangulo "liderança, qualidade e tecnologia", o Troféu Agroleite homenageou 22 empresas e personalidades que se destacam na área da atividade leiteira. A novidade este ano foi a votação, feita inteiramente pela Internet. Nos anos anteriores era possível votar também através de um encarte na revista Balde Branco, especializada no setor. Os premiados receberam o troféu em uma noite de gala no Memorial da Imigração Holandesa, em Castrolanda, no segundo dia da Agroleite Internacional.
Torneio Leiteiro - O ganhador do Torneio Leiteiro de 2008 foi o Hans Groenwold, cooperado da Castrolanda. A vaca da raça holandesa, Fini Rudolph Martha 2903, chegou à marca dos 88,14 kg de leite (29,38 kg por ordenha). O campeão ganhou uma pick-up Montana, além do tradicional banho de leite que acontece em todas as edições. O segundo lugar ficou com Lucas Rabbers, também cooperado Castrolanda, com o animal Harm Brenda Morty 1184, com 85,37 kg de leite. O prêmio foi um conjunto de ordenha móvel. Almir Pinto Reis, de Itanhandu - MG, ficou em terceiro lugar com a vaca Alana Morty Liana, com 82,64 kg de leite, e recebeu como prêmio uma TV LCD 32". Seguindo normas rigorosamente pré-estabelecidas, o Torneio Leiteiro aconteceu durante três dias consecutivos na Agroleite Internacional. A meta dessa competição é descobrir qual a vaca presente na exposição produz maior quantidade de leite. São três ordenhas diárias realizadas em frente ao público.
Clube de Bezerras - Voltado a um público misto, o Clube de Bezerras pretende incentivar a tradição leiteira nas famílias de criadores da região. A idéia é treinar e preparar jovens aprendizes para expor seus animais na Pista de Julgamento, na intenção de criar uma afeição saudável entre homem e animal. Esse ano, 26 jovens fizeram a inscrição para o evento. O vencedor do Campeonato do Clube de Bezerras, que é avaliado pelo desempenho do participante, foi Thiago Machado, com a bezerra Recanto Alegre Derek Bontje 377. O segundo lugar ficou com Jonathan Machado, com a bezerra Recanto Alegre Derek Bontje 378. Lucas Machado ficou em terceiro lugar com o animal Recanto Alegre Ice Pack Paloma 375. A melhor bezerra também foi premiada com base na avaliação do melhor exemplar da raça, com maior aptidão para leite. O animal ganhador foi Erica Bolton Januaria 778, de João Guilherme Mittelstedt.
Julgamentos - Todos os anos, dezenas de criadores de gado leiteiro trazem animais de diversas raças para participar da Agroleite. Esses animais são o ponto chave do evento e representam a realidade da cadeia produtiva. Juízes de renome internacional são convidados para definir qual a melhor vaca por categoria técnica. Os ganhadores estão divididos por raça e categorias.
COAGEL: Laboratório de Análise de Sementes recebe avaliação "ótimo" da Claspar
Pelo terceiro ano consecutivo o Laboratório de Análise de Sementes da Coagel recebeu a avaliação "Ótimo" de desempenho técnico da Claspar - Empresa Paranaense de Classificação de Produtos - órgão da Secretaria de Estado da Agricultura do Governo do Paraná. A interpretação do desempenho é ótimo, bom, regular e fraco, e dos 36 laboratórios credenciados, a Coagel obteve a classificação "Ótimo". Para a obtenção do desempenho técnico, foi adotado o princípio da quantificação das variações verificadas no confronto das amostras analisadas. O trabalho consistiu basicamente na análise das amostras encaminhadas mensalmente pelos laboratórios à Claspar. O objetivo é dar respaldo técnico às atividades de Análise de Sementes desenvolvidas no Estado do Paraná, onde foram confrontadas 2.654 amostras, perfazendo um total de 6.867 fatores comparados para as diversas espécies dos laboratórios credenciados.
Mais segurança - Para o responsável técnico do Laboratório de Análise de Sementes da Coagel, Élson Rosseto, a avaliação de desempenho atestado pela Claspar representa uma segurança a mais para o produtor da Coagel referente à qualidade das sementes que ele adquire na cooperativa. "O nosso laboratório trabalha de forma eficaz na análise de sementes, porque acreditamos que a semente é o insumo de maior importância para o sucesso da safra dos nossos produtores", comentou Élson Rosseto, enaltecendo que a avaliação da Claspar é uma segurança também para a cooperativa que traduz em satisfação do cliente. (Imprensa Coagel)
COOPERMIBRA: Unidade de Terra Boa bate recorde no recebimento diário de grãos
A unidade regional da Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil (Coopermibra), de Terra Boa, alcançou essa semana um recorde no recebimento de grãos. Os agricultores associados à Cooperativa entregaram na unidade 1.000 toneladas de milho em um único dia (19/08). De acordo com o gerente local, Mauro Silva, esse volume confirma o crescimento na movimentação que a unidade vem registrando desde a sua inauguração em 2004. E como a colheita ainda está em andamento e entrando na fase de pico, Silva acredita que esse recorde poderá ser batido ainda nessa safra. "A cada dia que passa a Coopermibra mostra seu potencial", afirma Silva ao destacar a confiança conquistada pela Cooperativa diante de seus cooperados. "Já é fato comprovado que somos uma empresa influente no mercado de grãos", diz creditando esse mérito a um trabalho técnico e administrativo profissional e competente. A unidade de Terra Boa conta atualmente com 276 associados e está atendendo ainda outras dezenas de agricultores. "Temos certeza que na próxima safra esses agricultores também serão nossos associados", finaliza Silva. (Imprensa Coopermibra)
REUNIÃO: Iapar e Acopar promovem debate sobre algodão adensado
O Iapar e a Acopar realizam amanhã (22.08), em Londrina, uma Reunião de Trabalho sobre algodão adensado. Estarão presentes produtores, consultores, agrônomos de cooperativas, pesquisadores e empresas ligadas ao setor. O objetivo é discutir aspectos positivos e possíveis entraves desse modelo produtivo, como: arranjos espaciais, cultivares, produtividade, ciclo, redução de custos, dificuldades de manejo, qualidade de fibra, mercado, tipos de colhedeiras, entre outros. Na ocasião, também estarão presentes representantes de vários estados brasileiros - inclusive onde há plantios comerciais - e do Paraguai, onde a plantio adensado do algodoeiro vem obtendo grande sucesso e está em franco crescimento.
DECRETO 6.514: GT vai discutir alterações em artigos que penalizam agricultores
Representantes da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados e dos ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário vão formar um Grupo de Trabalho (GT) para discutir mudanças no decreto presidencial 6.514, de 22 de julho de 2008, que torna a Lei de Crimes Ambientais mais rígida. A reavaliação de pontos conflitantes do decreto foi acertada nesta quarta-feira (20), em reunião entre os deputados da bancada do agronegócio com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Preocupação - O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), um dos parlamentares que deve compor o GT, explica que existem vários artigos da norma que atingem diretamente a agricultura brasileira e por isso precisam ser alterados. Um dos pontos que preocupam, segundo o parlamentar gaúcho, é a forma de compensação do desmatamento imposta pelo decreto. "O governo quer obrigar os produtores rurais a reservarem 20% da sua propriedade para criação da reserva legal. Além disso, impõe multas pesadas aos que não cumprirem a determinação", ressalta. O GT vai debater os pontos divergentes e apresentar sugestões de alterações ao ministro do Meio Ambiente em até 120 dias. Heinze defende a Minc que é preciso ter bom senso e formular regras claras, tanto para ambientalistas, como para os produtores.
Ato - Em audiência com o ministro Minc no período da tarde, um grupo de parlamentares da Comissão de Agricultura entregou um documento enumerando os pontos do decreto que precisam ser modificados. Além de artigos que são considerados inconstitucionais pela bancada do agronegócio, Heinze ressalta que os deputados apresentaram ao ministro as partes da norma que podem causar sérios danos a agricultura brasileira.
Artigos - Entre os pontos que precisam ser revisados estão os artigos 19, 42, 43, 49, 50, 55, 76, 103, 104, 105 e 107. O 55 é o mais polêmico. Ele penaliza, com multa de R$ 500,00 a R$ 100.000,00, o agricultor que deixar de averbar a reserva legal. Heinze defende que é um absurdo o produtor abdicar de 20% de sua área de plantio para fazer o que é dever do Estado. "Isso pode ser considerado confisco de terras", ressalta o deputado gaúcho. (Imprensa parlamentar)
AGRICULTURA: Produção Integrada terá selo único de certificação
A criação de um selo único de certificação para produtos do Sistema de Produção Integrada no Brasil (Sapi) foi discutida, na quarta-feira (20/08), por coordenadores de 56 projetos em andamento no País. A reunião ocorreu no 10º Seminário Brasileiro de Produção Integrada, que se realiza em Ouro Preto/MG. O selo único de certificação permitirá ao consumidor identificar com maior clareza os produtos agropecuários que estão em conformidade com as exigências do Sapi, baseados na sustentabilidade e na segurança alimentar. Um grupo técnico, composto por representantes do setor, definirá a identidade visual do novo selo, que será usado pelos produtores rurais inseridos no sistema de produção integrada. (Mapa)
AGRONEGÓCIOS I: Dreyfus vai entrar no mercado de fertilizantes
A Louis Dreyfus, uma das maiores empresas de commodities agrícolas do país, vai entrar no mercado brasileiro de fertilizantes, setor que movimentou R$ 17 bilhões no ano passado e deve crescer 5,5%, em volume, neste ano. De origem francesa, a Dreyfus quer produzir 2 milhões de toneladas anuais de fertilizantes no Brasil em dois a três anos, o que significaria participar hoje com 8% do mercado brasileiro, estimado em 26 milhões de toneladas em 2008. "A entrada no mercado de fertilizantes é essencial para a nossa cadeia de negócios", diz Kenneth Geld, presidente da Louis Dreyfus no país.
Demanda - O grupo, que atua nos mercados de soja, suco de laranja, açúcar e álcool, algodão, café e milho, consome 140 mil toneladas por ano de fertilizantes, volume que deve subir para 200 mil toneladas anuais até 2010. Para entrar na produção e na comercialização de fertilizantes, a Dreyfus, que estima faturar US$ 4,3 bilhões no país neste ano, está formando parcerias com as chamadas misturadoras nacionais, as empresas que misturam nitrogênio, fosfato e potássio para produzir fertilizantes ou adubos. A idéia é ainda adquirir misturadora já existente no mercado brasileiro, "que pode estar em áreas que vão do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia".
Mercado brasileiro - Cerca de 120 empresas misturam e comercializam fertilizantes no país -a maioria é formada por misturadoras regionais. O fertilizante é um insumo importante e usado pelo setor de commodities como moeda de troca com safras futuras. "Vemos esse mercado de escambo com grande potencial e atuaremos com importação, mistura e distribuição. Um terço da soja e do algodão é comercializado para os nossos concorrentes na base de troca."
Importação - O Brasil é mais importador do que produtor dos três insumos usados para produção de fertilizantes, segundo a Anda, associação das empresas produtoras e comercializadoras de fertilizantes. No caso do nitrogênio, a importação equivale a 70% do consumo brasileiro; no do fosfato, a 50%; e, no do potássio, a 90%, diz a associação. Mercado interno Geld diz que o que mais motivou a Dreyfus a entrar no ramo de fertilizantes foi a expansão do mercado interno, provocada pela alta do consumo de commodities, e a necessidade comercial de contar com esse instrumento para ajudar na compra de soja e de algodão. "Nossos concorrentes já fazem isso."
Preços - O presidente do grupo diz que os preços dos fertilizantes triplicaram nos últimos dois anos e esse é um insumo "que se tornou absolutamente crítico em termos de como ele é adquirido. Na medida em que o produtor compra o insumo em um momento, dada a grande alta de preço, ele fica entre o lucro e o prejuízo", afirma. A Dreyfus quer que o Brasil e a Argentina concentrem a produção de fertilizantes. O Brasil, segundo a Anda, é o quarto maior consumidor mundial de fertilizantes, atrás da China, Índia e Estados Unidos. Depois de enfrentar queda de consumo em 2005 e em 2006 por conta da taxa de câmbio, ferrugem na soja e seca no Rio Grande do Sul, o setor voltou a se recuperar em 2007 e neste ano.
Estimativa de crescimento - Segundo a Anda, de janeiro a julho deste ano, as entregas de fertilizantes somaram 13,9 milhões de toneladas, um crescimento de 20% sobre igual período do ano passado. "A expectativa do setor é um crescimento entre 5% e 5,5% neste ano", afirma Eduardo Daher, diretor-executivo da associação. Com a expansão do consumo de fertilizantes no país, o governo cogita definir políticas para reduzir a dependência de importação de insumos usados na produção de fertilizantes. "Até recentemente, quando os preços dos fertilizantes estavam confortáveis, em 2005 e 2006, ninguém se comovia e não investia no setor. Agora, a situação é outra, por causa do crescimento do agronegócio. O Brasil quer desenvolver a produção dos três insumos usados na produção de fertilizantes, mas essa é política de mais longo prazo", afirma Daher. (Folha de São Paulo)
AGRONEGÓCIOS II: Crise de alimentos parece perto do fim
A crise mundial dos alimentos que fez com que os preços do trigo, do arroz e do milho alcançarem recordes e desencadeou protestos do Haiti à Costa do Marfim pode ter chegado ao fim após os agricultores terem ampliado suas lavouras, disse um alto oficial do Ministério da Alimentação da Índia. "Eu não acredito que haja uma crise atualmente", disse T. Nanda Kumar, secretário para questões alimentícias do país, que é responsável por formular políticas de segurança alimentar para a Índia. Agricultores da Austrália à China aumentaram o tamanho de suas lavouras para se beneficiar dos preços mais elevados, ajudando os estoques a se recuperarem das maiores baixas dos últimos 30 anos. O fim da escassez pode ajudar países como Índia e Egito a reduzirem suas barreiras comerciais e desacelerar a inflação. A disparada dos preços aumentou em 50 milhões o número de famintos no mundo no ano passado, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Previsão - As safras recorde de soja da China e da Índia, a produção de trigo da Austrália, que quase dobrou, e colheitas de arroz maiores registradas na Tailândia e no Vitenã reduziram a escassez este ano. As perspectivas para a produção mundial de trigo e soja "são muito boas", enquanto que o arroz ainda está caro, disse Kumar. "O arroz está caindo, mas eu não acredito que tenha caído adequadamente". O preço do arroz mais do que dobrou nos últimos três anos após China, Egito, Índia e Vietnã terem reduzido suas exportações. Os preços dos grãos se manterão mais altos do que a média dos últimos cinco anos, apesar da melhora da produção, disse Kumar. Os preços das commodities caíram desde 3 de julho, após o dólar ter se valorizado 6,8% frente à cesta das seis principais moedas do mundo nos últimos 30 dias e o petróleo bruto recuou 22% a partir de seu recorde, diminuindo a atração dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e da cana. O preço do arroz despencou 29% a partir de seu recorde, enquanto que o do trigo e o do milho caiu, respectivamente, 35% e 26% a partir de seus picos de alta. (Valor Econômico)
AGENDA: Fórum de Varejo será dia 28 de agosto, na Ocepar
Diretores, gerentes e coordenadores das áreas de varejo das cooperativas agropecuárias paranaenses participam em Curitiba, no dia 28 de agosto, da 5.ª Reunião do Fórum de Varejo. O evento irá acontecer na sede do Sistema Ocepar. Informações e inscrições pelo telefone (41)-3200-1100, com Robson Mafioletti e Flávio Turra, ou pelo e-mail: analistaeconomico@ocepar.org.br
Programação manhã - Depois da abertura do Fórum, que será feita pelo superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, acontecerá a apresentação da pesquisa de mercado encomendada pela Ocepar e aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), e que mostra o que os paranaenses conhecem sobre cooperativas - hábitos de consumo e mídia. A apresentação será feita pela professora da PUCPR e Coordenadora da Pesquisa, Silvana T. Hastreiter. Na seqüência, o diretor de Marketing do Grupo Positivo, Rogério Mainardes, irá ministrar a palestra "Visão moderna de marketing e ações de intercooperação entre as Cooperativas para potencializar os resultados".
Programação tarde - No período da tarde, o superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (APRAS), Valmor Rovaris, vai falar sobre o setor supermercadista e a crise de alimentos - perspectivas setoriais para o segundo semestre e a intercooperação com os fornecedores e cooperativas paranaenses. Na seqüência, o gerente da Divisão de Alimentos da Lar, Jair Meyer, e o gerente de Varejo da Corol, João Sanches, irão apresentar o case de intercooperação no café Lar x Corol, além de outros cases de cooperativas de ações para potencializar as vendas e resultados. No final do encontro, o assessor técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, irá apresentar o Curso de Pós Graduação Marketing de Varejo.
Coopavel reúne produtores no 4.º Encontro técnico de Inverno
Nos dias 25 e 26 de agosto a Coopavel reunirá num único espaço, pesquisadores, produtores rurais e novas tecnologias de produção para culturas de inverno. O evento que acontece no Show Rural Coopavel contará com grandes nomes da pesquisa brasileira, através de empresas como Embrapa, Coodetec e Iapar, além da Fundação Meridional e Pró-Sementes e de empresas multinacionais, que também investem bastante em pesquisas de campo como a Bayer, a Basf e a Syngenta.
Público esperado - Cerca de três mil pessoas de toda a região sul e países vizinhos deverão estar presentes e acompanhar as palestras que serão realizadas nas 14 estações, ao lado das parcelas experimentais e demonstrativas. O evento vai reunir uma diversidade bastante grande de culturas que podem ajudar ao agricultor a obter renda no inverno. Entre as de maior destaque estão variedades de trigo mais resistentes às geadas, hortaliças para o inverno, culturas próprias ao biocombustível, pastagens adaptadas ao frio e até variedade de trigo com duplo propósito, ou seja, que servem para alimentar o gado até certa fase da planta e depois produzem trigo comercial. Há ainda café, fruticultura, caprinocultura e até a demonstração de uma propriedade ecologicamente correta, que alia a produção ao meio ambiente.
Aprendizado - Para Rogério Rizzardi, coordenador do Encontro Técnico de Inverno, esta é uma boa oportunidade de aprendizado para toda a sociedade e principalmente para o produtor rural, que busca as tecnologias demonstradas durante o evento para plantar as suas lavouras. O 4º Encontro Técnico de Inverno Coopavel acontece das 08 às 18 horas, no mesmo local do Show Rural Coopavel, em Cascavel e está aberto à participação de todos os produtores rurais e demais interessados. O local oferece almoço, entrada e estacionamentos francos. (Imprensa Coopavel)
Congresso Nacional de Milho e Sorgo
"Agroenergia, produção de alimentos e mudanças climáticas: desafios para milho e sorgo". Esse é o tema no qual se baseia o XXVII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que será realizado de 31 de agosto a 04 de setembro em Londrina, Paraná. Promovido pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo, o Congresso é uma realização do IAPAR - Instituto Agronômico do Paraná e Embrapa Milho e Sorgo. No programa, estão previstas palestras, painéis com as mais importantes referências no estudo e na pesquisa do milho e sorgo, e ainda, complementa o Congresso, o III Simpósio da Lagarta do Cartucho e o Workshop sobre Manejo e Etiologia da Mancha Branca do Milho.
Destaques - O Congresso é um dos encontros técnicos mais importantes do calendário nacional. Além de temas como melhoramento genético, crescimento na produtividade, competitividade do milho e do sorgo, agroenergia e mudanças climáticas, a 27ª edição do Congresso vai abordar assuntos como pragas e doenças, risco de secas, biotecnologia, biossegurança, milhos especiais, milho orgânico, produção de alimentos e energia na agricultura familiar, entre outros assuntos.
Palestrantes - Entre os nomes que figuram entre os palestrantes, destaques para José Antonio Marengo (CPTEC-INPE), Celso Omoto (ESALQ-USP), Ivan Cruz (Embrapa Milho e Sorgo), Décio Luiz Gazzoni (Embrapa Soja), Ernesto Paterniani (ESALQ) que falará sobre as potencialidades e limitações do milho transgênico e o Diretor Executivo da ANDEF - Associação Brasileira de Defesa Vegetal, que abordará a importância de novos defensivos agrícolas para a sustentabilidade do cultivo do milho e sorgo.
Inscrições - As inscrições para o XXVII Congresso Nacional de Milho e Sorgo podem ser feitas até o dia 20 de agosto no site www.cnmslondrina.com.br . Mais informações através do telefone 43 3025 5121 ou pelo email cnmslondrina@fbeventos.com
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